Serviços do Facebook somam quase 3 bi de usuários em meio à COVID-19

Serviços do Facebook somam quase 3 bi de usuários em meio à COVID-19

Por Wagner Wakka | 04 de Maio de 2020 às 14h30
AP

Quase 3 bilhões de pessoas estão conectadas a algum serviço do Facebook. Em função da quarentena, a empresa viu seus números de usuários ativos subirem em 100 milhões de pessoas, chegando a marca de 2,99 bilhões no resultado consolidado. Isso quer dizer que, sozinha, a companhia abraça o correspondente a dois terços de pessoas conectadas à internet mundialmente.

Desde o ano passado, o Facebook vinha com uma diminuição da velocidade de crescimento, muito por conta da sua principal rede social. Por exemplo, entre o final de 2018 e início de 2019, a companhia viu uma elevação de “somente” 50 milhões de usuários, taxa pequena para quem já viveu crescimentos maiores — em períodos anteriores, era comum ver a empresa crescendo sempre acima da casa de 60 milhões de novos usuários por trimestre.

Contudo, este cenário tem mudado, principalmente em seus dois últimos trimestres. Entre o final de 2019 e início de 2020, a gigante viu o número de usuários ativos mensalmente crescer em 3%, adicionando 100 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período do ano passado, a elevação foi de 11%, com adição de 300 milhões de pessoas.

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Número relativo a todos os serviços da empresa (Arte e dados: Facebook)

Os dados vêm do relatório financeiro apresentado pela companhia no primeiro trimestre de 2020. A marca de quase 3 bilhões é um consolidado de todos seus serviços: Facebook, Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger.

Entretanto, a empresa separa seus números para a rede social principal. De acordo com o documento, ela fechou março com 1,73 bilhão de usuários ativos diariamente em média, aumento de 11% no ano. O Facebook (serviço) sozinho somou 2,60 bilhões de pessoas, com 10% de crescimento anual.

A gigante associa também o bom momento de número de usuários ao isolamento provocado em grande parte do mundo para conter o avanço da COVID-19. O impacto principal foi no engajamento.

“[As métricas de comunidade da empresa] refletem um aumento de engajamento na medida em que as pessoas em todo mundo se isolam e usam nossos produtos para se conectarem com pessoas e organizações que consideram importantes. Acreditamos que podemos perder ao menos parte deste engajamento quando restrições de isolamento forem relaxadas no futuro”, disse o Facebook no relatório.

Assim como outras gigantes, como Google, Spotify e Twitter, o Facebook teve bom resultado em usuários, mas viu sua receita cair por conta do isolamento. A principal causa teria sido o interrompimento de campanhas em meados de março.

Fonte: Facebook

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