Instagram vai repensar o que ele é em 2022, diz chefão da rede social

Instagram vai repensar o que ele é em 2022, diz chefão da rede social

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 29 de Dezembro de 2021 às 09h45
Foto: Alexander Shatov (Unsplash)

Em 2022, o Instagram passará por mais uma grande transformação, desta vez com foco em vídeo, mensagens, transparência e criadores de conteúdo, revelou o chefe da rede social, Adam Mosseri. A plataforma precisará “repensar o que ela é” no próximo ano, rever os erros de 2021 para não cometê-los novamente, enquanto evolui para se manter competitivo no segmento.

“2021 foi um grande ano e 2022 será ainda maior. Precisaremos repensar o que o Instagram é, porque o mundo muda rápido e nós temos que acompanhar”, disse na publicação. A plataforma manterá o foco em vídeos, especialmente o Reels, já que ela não é mais só “um app de compartilhar fotografias”. Todos os formatos de posts serão retrabalhados “em volta” dos vídeos curtos.

Em segundo lugar, o Instagram vai “focar bastante em mensagens”. Mosseri diz que o papo em texto é a principal forma de contato online entre pessoas e, pensando nisso, a rede social da Meta poderia ser o melhor lugar para esse tipo de conexão. “O Instagram precisa entender que mensagens é a principal forma de comunicação online”, comentou o chefe da rede.

Também haverá um esforço para construir mais ferramentas de controle, mas agora com foco em transparência. O chefe da plataforma diz que as pessoas precisam “entender como o Instagram funciona” e como elas interferem nesse funcionamento para “moldar o programa da forma que elas quiserem”.

Por fim, criadores de conteúdo também serão uma das prioridades do ano. A rede de fotos e vídeos curtos tentará construir mais formas de se fazer dinheiro com conteúdo digital. Mosseri não deu detalhes sobre essas novas ferramentas de monetização, mas confessou estar empolgado pelas novidades.

Um ano de transformações

Nos últimos dois anos, o Instagram agiu rápido para conter os impactos da pandemia e manter a competição acirrada com a ascensão meteórica do TikTok e os vídeos curtos — coisa que a plataforma não dominava na época. Em agosto de 2020, a plataforma lançou o rival oficial da rede social chinesa, o Reels, e desde então trabalhou no amadurecimento do produto não só para mantê-lo relevante, mas também para evitar redundância no mercado — ser “mais uma cópia do TikTok”.

O Reels já é parte fundamental do Instagram e deve se tornar ainda mais relevante em 2022 (Imagem: Reprodução/Instagram)

Com o tempo, a plataforma começou a dar ainda mais espaço para o Reels, enquanto outros formatos de vídeo foram deixados para trás — incluindo o IGTV. O Instagram passou um longo período com uma série de redundâncias de tipos de conteúdo na rede, assunto que preocupou os líderes da plataforma em 2021. O foco, então, passou a ser criação de contornos mais bem definidos para cada formato.

Enquanto isso acontecia, porém, outras polêmicas rondaram a plataforma, como o Instagram Kids. Desde o começo dos rumores acerca da criação de um aplicativo focado em crianças, especialistas eram contrários à ideia. Foi só meses (e uma grave denúncia quanto ao descuido com a saúde mental de usuários) depois, que o projeto foi para o ralo.

2022 no Instagram

Quem acompanha o Instagram vê que o Reels veio para ficar — e o anúncio de Mosseri reforça essa noção. A plataforma deve construir ferramentas ainda mais robustas para criação e edição de conteúdo, tanto para diversificar o leque de recursos para criadores de conteúdo quanto para tomar a dianteira contra o TikTok.

O que pega de surpresa é, na verdade, essa adaptação de outros formatos para o destaque do Reels. Partindo dessa ideia, é possível encontrar a rede social sob influência ainda maior do formato de vídeos curtos, com “respingos” dos conceitos dele sobre os demais tipos de publicação.

Os Stories, por exemplo, já antecipam parte dessa mudança. Lembra que o arrasta para cima não existe mais? Essa mudança abre espaço para que o gesto passe a ser parte da navegação do formato, deixando-o mais parecido com o Reels — e consequentemente com o TikTok.

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