Facebook vai remover postagens conspiratórias sobre o Coronavírus

Por Felipe Ribeiro | 31 de Janeiro de 2020 às 09h20
Agência Brasil
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A disseminação de notícias falsas e conspiratórias sobre o Coronavírus despertou a atenção do Facebook e a empresa vai agir. A rede social disse que seus verificadores de fatos vão minar alegações falsas sobre o vírus e removerão algumas postagens que impulsionam teorias conspiratórias.

"Começaremos a remover conteúdo com alegações falsas ou teorias de conspiração que foram denunciadas pelas principais organizações globais e autoridades locais de saúde que possam causar danos às pessoas que acreditam nelas. Estamos fazendo isso como uma extensão de nossas políticas existentes para remover conteúdo que pode causar danos físicos".

O foco são postagens com reivindicações que são projetadas para desencorajar o tratamento ou tomar as devidas precauções. Isso inclui posts relacionados às curas falsas ou métodos de prevenção absurdos - como a que diz que beber alvejante cura o Coronavírus - ou publicações que criam confusão sobre os recursos de saúde disponíveis", disse o Facebook, em seu comunicado.

A empresa também estará "realizando varreduras proativas para encontrar e remover o máximo possível desse conteúdo" no Instagram, onde bloqueará hashtags associadas a informações incorretas ou falsas. O Facebook não indicou exatamente quanto conteúdo ele removeria sob suas novas regras, mas as teorias da conspiração sobre o vírus estão a todo vapor nas redes sociais, não apenas nas que a gigante comanda.

Essa medida pode ser considerada bem significativa, pois o Facebook, por via de regra, quase nunca remove publicações do feed, mesmo que já tenham sido desmascaradas pela mídia ou por ele próprio. É bom lembrar que a rede social não teve a mesma postura quando o assunto era direcionado às conspirações contra a vacina.

É uma medida significativa para o Facebook que, geralmente, se recusa a remover as teorias da conspiração, mesmo que tenham sido desmascaradas pelos verificadores de fatos da empresa. Talvez o fato de concorrentes enormes como Twitter e Google já terem anunciados medidas parecidas possa ter "acelerado" Mark Zuckerberg e seus técnicos a fazerem o mesmo.

Fonte: Mashable

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