Facebook fura bloqueio e lança aplicativo na China sem ninguém perceber

Por Redação | 14 de Agosto de 2017 às 09h18
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A decisão do governo chinês de banir o Facebook e os seus aplicativos da China levou a empresa de Mark Zuckerberg a encontrar uma maneira de burlar o Grande Firewall Chinês. A imprensa norte-americana noticiou no fim de semana que a rede social conseguiu lançar um novo aplicativo, chamado de Colorful Balloons, sem que ninguém percebesse.

O lançamento do app aconteceu em maio e foi publicado não sob a marca do Facebook, mas sim através de uma empresa local chamada Youge Internet Technology. A verdade é que no aplicativo não há indícios de que ele foi desenvolvido pelo Facebook, mas ele se parece muito com o app Moments, da própria rede social. A principal diferença entre o Colorful Balloons e o Moments é que o primeiro é integrado ao WeChat, enquanto que o app do Facebook conecta o usuário com a própria rede social.

Contestado sobre o assunto, o Facebook afirmou que "há muito [tempo] que dizemos que estamos interessados na China, e estamos passando tempo entendendo e aprendendo mais sobre o país de maneiras diferentes". Apesar da declaração parecer vaga demais, é possível entender que, sim, o Facebook pode estar utilizando terceiros para lançar apps no território chinês e driblar as restrições governamentais. Não foi possível saber, porém, o grau de envolvimento da empresa norte-americana no desenvolvimento e publicação do Colorful Balloons, mas é certo de que ela teve um papel importante neste trabalho.

Por anos as empresas de tecnologia têm lutado para entrar no mercado chinês. As leis chinesas proíbem a entrada de serviços populares, como o Google, YouTube e Twitter, fortalecendo serviços locais, como por exemplo o WeChat, considerado uma das maiores redes sociais do mundo. O próprio Zuckerberg já visitou a China em várias ocasiões tentando criar boas relações com o país, mas até agora os seus esforços parecem não ter surtido efeito para a liberação do Facebook.

Para o professor de gerenciamento estratégico da Cheung Kong Graduate School of Business, Teng Bingsheng, essa restrição do governo chinês "não é uma mera coisa de negócios" e sim "política". Assim, é possível vermos mais casos como o do Colorful Balloons sendo apoiados por empresas que não conseguem adentrar o mercado da China.

Fonte: The New York Times