Facebook finalmente vai apagar postagens conspiratórias sobre vacinas

Por Ramon de Souza | 08 de Fevereiro de 2021 às 20h10
Reprodução/Governo de São Paulo
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Publicações que visem espalhar desinformação e teorias conspiratórias sobre o uso de vacinas não terão mais vez dentro do Facebook. A rede social anunciou, nesta segunda-feira (8), que não permitirá mais que seus usuários compartilhem conteúdos que, de qualquer forma, desencorajam o uso de vacinas para qualquer tipo de doença, e não especificamente apenas imunizantes contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Vale lembrar que, desde outubro, a plataforma proibiu a compra de publicidade que incitasse campanhas contra o uso de vacinas; desta vez, porém, o cerco se expande para o público final, páginas e grupos privados. Como exemplo, a companhia citou falsas alegações que defendem supostos efeitos colaterais dos imunizantes (como autismo) e campanhas de auto-imunização (ou seja, que é mais seguro contrair a COVID-19).

“Construir confiança e segurança nessas vacinas é fundamental, então estamos lançando a maior campanha mundial para ajudar as organizações de saúde pública a compartilhar informações precisas sobre as vacinas contra a COVID-19 e incentivar as pessoas a serem vacinadas conforme os imunizantes se tornam disponíveis para elas”, afirmou Kang-Xing Jin, diretora de saúde do Facebook, em um comunicado oficial.

Para garantir que o “pente fino” seja aplicado com maestria, a rede social consultou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições médicas de renome para determinar uma lista de alegações falsas comuns a respeito da doença causada pelo SARS-CoV-2 e vacinas em geral. A decisão foi chancelada pelo Conselho de Supervisão, um órgão autônomo do Facebook dedicado a criar novas regras de moderação.

Por fim, seguindo os mesmos passos do Google, a rede social também anunciou que “doará” US$ 120 milhões de créditos para publicidade para ministérios da saúde, organizações sem fins lucrativos e agências das Nações Unidas com o intuito de promover conscientização a respeito dos programas de vacinação.

Fonte: The New York Times

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