Lanterna Verde será o último trabalho de Grant Morrison para a DC Comics

Por Claudio Yuge | 31 de Agosto de 2020 às 23h40
Reprodução/DC Comics

Grant Morrison é um dos mais bem-sucedores roteiristas de quadrinhos de todos os tempos, com um currículo invejável, a exemplo de Asilo Arkham, Patrulha do Destino, Os Invisíveis, Grandes Astros: Superman, entre outros títulos aclamados pela crítica. Já faz um tempinho que ele vem ensaiando deixar de vez os quadrinhos de super-heróis do mercado norte-americanos e prazo parece ter vencido: o artista Liam Sharp, que atualmente divide com Morrison a revista mensal do Lanterna Verde, anunciou que este será o último trabalho do escritor.

Sharp respondeu a um fã, que perguntava sobre uma possível terceira temporada do título atualmente em andamento: "Sempre foi planejada como duas temporadas de doze edições cada, então será isso. Grant diz que é seu último trabalho em DC. Ainda tenho quatro edições para desenhar mente, então ainda não terminei! :-)", disse no Twitter.

Alguns dias depois, Sharp acrescentou: "Desta vez, acho que é verdade. Ele não precisa do trabalho e a maioria de seus parceiros já se foi. É hora de se concentrar em seu próprio material, eu acho! :-)".

Em 2016, quando Morrison ainda fazia Mulher-Maravilha: Terra Um, ele já dizia estar desmotivado, pois, desde fatídico episódio do 11 de Setembro, “a América vive em paranoia”, atrás apenas de histórias apocalípticas, como de zumbis. “Vou escrever para um lugar que está mais feliz atualmente, com a Índia”, disse, na época.

Depois disso, ele assumiu o título mensal do Lanterna Verde, que trouxe uma abordagem interessante, em duas temporadas (e alguns atrasos), com arte e ficção científica bastante diferentes do padrão comercial. Embora tenha explorado vários cantinhos cósmicos da DC Comics, as histórias vêm se mostrando muito complexas, quando comparado com o plano inicial de mostrar o cotidiano mais simples e procedural de um policial espacial.

Ainda não há detalhes sobre o que Morrison deva fazer após sua saída, contudo, tudo indica que ele deva trabalhar mais com produção e edição, além de quadrinhos autorais — tudo com prazos menos apertados do que o do mercado estadunidense.

Fonte: CBR  

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