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Coringa 2 | Quais as diferenças da Arlequina de Lady Gaga com a das HQs?

Por| 12 de Abril de 2024 às 13h37

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DC Comics
DC Comics

Quando aquela menina “bobinha” que falava como criança enquanto tocava o terror em Gotham City apareceu na animação Batman: A Série Animada nos anos 1990, nem mesmo o mais otimista dos fãs poderia sonhar que Arlequina subiria de divisão para se tornar um dos carros-chefes da Warner Bros, DC Films e DC Comics. 

E esse interesse todo pela vilã obrigou os escritores a se aprofundarem na mente insana de Harleen Frances Quinzel, ao ponto de ela ter mudado várias vezes por conta da complexidade que ganhou. E, agora, isso acontece novamente, desta vez em Coringa 2 — Delírio a Dois, pois o primeiro trailer do longa mostrou uma história de origem, comportamento e dinâmica de relacionamento completamente diferente das dos quadrinhos — e isso promete ser bom.

Dá para resumir a trajetória de Harley Quinn em, basicamente, três fases. 

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Fase 1

A começar pelo período “pastelão tragicômico”, em que a ajudante do Coringa chamou tanta atenção em Batman: A Série Animada, em 1992, que os criadores Bruce Timm e Paul Dini tiveram que dar mais estofo à garota.

Assim, soubemos que a psicóloga do Asilo Arkham se apaixonou pelo Coringa, o que ajudou sua natureza psicótica sair da jaula.

Fase 2

A fase seguinte é a da “maturidade e independência”, quando Arlequina deixou seu romance tóxico e a dependência do Coringa em uma versão que foi amenizando a extrema violência inicial de quando chegou aos quadrinhos, em 1997, em uma edição especial; e em 1999, quando foi incorporada ao Universo DC.

A partir do reboot conhecido como Novos 52, no começo dos anos 2010, Harley se tornou uma combatente letal e mais inteligente, com um comportamento mais complexo que muitas vezes alternava sua definição de vilão para anti-heroína e até heroína.

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Fase 3

Já o período “contemporâneo” ganhou impulso com a caracterização de Margot Robbie em Esquadrão Suicida e Aves de Rapina, já quase nos anos 2020. A partir daí ela realmente se tornou uma estrela com brilho próprio, ao ponto de o soft reboot Renascimento revisar seu status, agora como gerente de uma um show de teatro caótico com dezenas de animais.

Harley também assumiu seu romance com Hera Venenosa e voltou a ter um comportamento mais impulsivo e divertido. Essa é a caracterização mais popular atualmente, inclusive a que está alinhada com o mais recente filme Esquadrão Suicida e com sua própria série animada. 

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A Arlequina do filme Coringa 2

Antes de mais nada, é preciso lembrar que o mundo em que Coringa é ambientado nada tem a ver com o Universo DC tradicional, pois tudo é mais cru e realista. O próprio Palhaço do Crime é bem diferente dos quadrinhos, já que a caracterização imposta por Joaquin Phoenix é muito mais trágica e empática do que a versão inicialmente caótica e sem motivações verossímeis dos quadrinhos.

Essa representação fez tanto sucesso que a DC até mudou o comportamento do Coringa nos quadrinhos, dando a ele uma série própria que se aprofundou mais em sua misteriosa origem e no desenvolvimento de suas motivações — não dá para falar a mesma ladainha de “agente do caos” e “amor/ódio pelo Batman” tanto tempo e de forma tão simplista.

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Da mesma forma, a Arlequina de Lady Gaga também parece muito mais segura de si e no controle da situação. Para começar, ela é uma paciente do Asilo Arkham, e não uma psicóloga; e quem ser apaixona por ela é o Coringa, e não o contrário. Além disso, o Palhaço do Crime é quem parece ser dependente dela, principalmente porque tudo leva a crer que esta Harley Quinn vai convencer Arthur Fleck a abraçar sua faceta vilanesca, em de ele tentar “se curar”.

Enfim, por enquanto, é isso que dá para dizer pelo pouco que o trailer mostrou. Por isso mesmo é que não vemos a hora de ver Coringa 2 — Delírio a Dois, que estreia no Brasil em 3 de outubro de 2024.