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Realme completa 5 anos de vida e reforça compromisso com espírito jovem

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Tudo sobre Realme

A Realme está completando cinco anos de vida nesta segunda-feira (28), e aproveitou a data para apresentar ao mundo o GT 5, seu mais novo celular top de linha que chega com especificações avançadas especialmente em capacidade de RAM e carregamento. Para falar um pouco sobre o atual momento e tudo o que vem sendo feito pela empresa nestes últimos anos, conversamos com o gerente de comunicação da Realme Brasil, Amauri Vargas.

Durante o papo, Amauri comentou não apenas sobre a atuação da marca no Brasil, mas também sobre as mudanças de posicionamento a nível global que a fizeram chamar cada vez mais atenção do mercado, especialmente no que diz respeito ao uso de novas tecnologias e um design assinado por artistas consagrados em muitos de seus dispositivos. Ele ainda deu um spoiler de que teremos novos produtos focados no "mercado de luxo" no Brasil, indo na linha do que vimos com o elogiado Realme 11 Pro Plus.

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Renovação da Realme e segmentação de produtos

CT: Temos visto uma grande reformulação no portfólio da Realme nos últimos anos. No Brasil, por exemplo, a marca chegou com três modelos da série numerada, e na última geração apenas um deles foi disponibilizado por aqui. O que justifica essa mudança de postura?

Amauri Vargas: Olha, a primeira coisa que eu posso te dizer é a seguinte, a gente tem pouquíssimo tempo de vida, a gente é muito recente. Estamos completando o quinto ano. Isso em tecnologia é nada. Vou te dar 3 pontos de vista, tá? Sobre a mesma situação. O primeiro é o seguinte, as coisas tão acontecendo muito rápido, então você tem evolução, não é incremento, é evolução de spec, acontecendo muito rápido, isso para toda a indústria. Então, se você olhar toda a indústria, a indústria como um todo, você vai ver que está tudo acontecendo muito rápido e em alguns casos, em alguns momentos, e isso não é só na Realme, a renovação da geração acontece muito mais rápido do que a gente estava acostumado. Isso significa que o ciclo de vida do produto mudou? Não, o ciclo de vida do produto continua o mesmo ali beirando os 18 meses. Isso globalmente para toda a indústria, não é pra Realme. O que a gente vê é um potencial de mercado muito grande que, por incrível que pareça, em 2023 ainda não foi atendido.

Agora falando um pouquinho de Realme. Globalmente a gente tem uma diretriz. Chegou um momento em que a gente teve mais de 3 séries, hoje todos os esforços da empresa estão voltados para 3 séries que têm segmentações muito diferentes e que atendem ao maior público possível, porque a gente tem aquela coisa que está no nosso DNA. A empresa nasceu assim, inclusive a gente se distingue dentro da holding, que controla a Realme, a gente se distingue muito das outras marcas do grupo BBK Electronics. Esse é um nome que a gente não fala muito, a gente tá muito focado na marca. E aí uma coisa que eu posso te dizer é o seguinte, quando a gente segmenta GT series no topo de gama, number series na versão intermediária, trazendo coisas que os nossos concorrentes não trazem, e C series que é o grande democratizador, é a série que vai fazer os aparelhos chegarem na mão de mais pessoas, a gente está falando de um portfólio, quando a gente olha para a concorrência, já muito enxuto, tá? Eu estou falando aí, claro que pode ter uma variação ou outra, mas de mais ou menos 3 produtos por geração em cada segmento. Então 3 produtos de C series, 3 produtos de number series e 3 produtos de GT series.

A segmentação desses produtos não é clara ainda para o consumidor, e não é porque a gente não é claro, para a gente está muito claro, mas é que o consumidor está entendendo agora que quando ele compra um produto de GT series, que é um produto muito aspiracional de topo de gama, eu estou concorrendo com os topos de gama dos outros produtos, mas ao mesmo tempo não tô porque eu sempre trago produto um pouco mais barato, tá? É por vários motivos, por sinergia de logística, sinergia de produção, por escolhas que eu tenho que fazer. Então, por exemplo, os produtos da GT series até este momento não trazem carregamento por indução. É uma coisa, é uma spec que é bastante legal, é divertida, é prática. Os consumidores gostam. Agora, se eu quero democratizar o número de pessoas que acessam meu portfólio, eu preciso fazer escolhas, tá? Eu já ouvi queixas de jornalistas aí "poxa, mas number series e GT series não trazem o carregador por indução", e não trazem mesmo. Primeiro porque é o seguinte, a gente faz muito bem a lição de casa, eu trago na number series o carregamento de 100 Watts, no GT series agora carregamento de 240 Watts. Quando você tem um produto que carrega em 10 minutos ou em 20 minutos e que a bateria dele dura o dia todo, porque o nosso trabalho com as fabricantes de semicondutores é muito fantástico também, a gente enxerga que a gente pode deixar de oferecer isso em detrimento de outras coisas que são prioridade para o cliente.

Agora falando especificamente de Brasil, que foi a sua pergunta original, por que não vem todos para cá? É uma questão de mercado. A gente entende que o consumidor brasileiro ainda está descobrindo a Realme, a gente está lançando produtos com uma cadência maior, então eu poderia dizer assim de uma forma ampla que a gente aumentou o ritmo de lançamentos. A gente, com 11 Pro Plus, já atingiu o 20º produto lançado aqui no país. E aí, o que eu posso te dizer é o seguinte, e isso não é segredo para ninguém, nossa C series é o best seller. Porque de acordo com a nossa composição e concepção de negócio, a gente entende que os produtos mais acessíveis vão sempre tem o volume maior. Isso é verdade em todas as concorrentes, inclusive aquelas mais tradicionais, mais consolidadas.

A diferença da gente para a nossa concorrência é que, como eles são tradicionais, eles podem se dar ao luxo de garantir a margem deles no topo de linha. A gente não. A gente quer volume por vários motivos, ganha de várias formas. Eu quero volume porque eu quero dar o primeiro acesso à internet para várias pessoas. Eu quero fazer com que milhões de pessoas tenham acesso ao primeiro smartphone na sua vida. Quando a gente fala isso parece maluquice em 2023, mas eu venho com dois dados pra você, o primeiro é que a gente tem um parque de tecnológico de 250 milhões de smartphones no Brasil, mas 45% da população ainda não tem, isso falando em um total de 220 milhões de pessoas. Então eu tenho metade do país que não tem um smartphone e, obviamente, que quando eles forem comprar seu primeiro smartphone, independente da configuração ou do preço, eu quero que seja meu. E aí pra conquistar esse cara eu faço o meu trabalho aqui dentro de casa.

Eu como um time, como um todo, como P&D, como design, como marketing, com tudo para fazer esse cara entender que se tem marcas consolidadas por aí, que fazem produtos excelentes, e a gente sabe que a concorrência é dura, porque a concorrência faz produtos muito bons. O que a gente precisa fazer? A gente precisa fazer um produto que atende esse cara no que ele precisa e que traz o algo a mais. Então na C series, que é a nossa série best-seller, você sempre vai ver, no geral, características muito boas, mas uma característica de destaque. No C55 e C53 que a gente lançou recentemente, C55 em abril e C53 agora no evento do 11 Pro Plus, eles são produtos da mesma geração, com segmentações um pouquinho diferentes, estão todos ali na faixa mais baixa de preço, mas a gente brinca, a gente fala internamente aqui que a gente não traz uma experiência acessível, a gente traz uma experiência invencível. Porque quando eu coloco as specs que a gente chama de key-seller points, que o consumidor mais vai prestar atenção na hora de comparar, eu ganho da minha concorrência em tudo. O C55 ganha da concorrência em tudo, falando de tabela. E aí, o que eu trago muito melhor que a concorrência? A concorrência nessa faixa de preço traz carregamento de 10 Watts, eu introduzo o carregamento de 33 Watts para esse consumidor. É a mesma coisa com C53, que tem uma segmentação um pouco mais baixa e ainda assim traz 33 Watts também. Então assim, number series não tem nem como comparar. Eu trago um produto de R$ 4.499 com 100 Watts.

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A gente entende que, para um momento em que a gente vive hoje no Brasil, faz muito mais sentido oferecer number series e C series. Porque o consumidor está cada vez mais crítico em relação a preço, ele está cada vez mais crítico em relação a custo-benefício, e a gente entende que, por uma questão de conjuntura de mercado, a gente vai ter mais oportunidades, mais potencial e mais chances de conversar sobre o que é e vender. Eu preciso vender produto. Para isso eu preciso focar neste momento em C series e number series. Esse é o mesmo motivo que faz a gente não trabalhar tanto wearables no Brasil. Eu adoraria que a gente tivesse vários relógios e vários tipos de fone trabalhados aqui. A marca entende que, para América Latina (isso não é uma realidade só do Brasil) é o momento de focar em smartphone.

Talvez em 1 ano ou em 2 anos, o que é muito tempo em tech, esse perfil mude, e eu tenha uma consolidação de marca suficiente para trabalhar um portfólio muito mais amplo. Mas a realidade é que eu tenho uma necessidade do consumidor brasileiro, que é produtos de melhores, pelo menor preço possível, porque tá tudo muito caro e o consumidor quer fazer valer seu dinheiro. É um investimento de longo prazo. Esse ciclo de vida de produto que eu te contei de 18 meses da indústria, ele é médio. Tem gente que passa 24, tem gente que passa 40 meses e o produto tem que estar funcionando bem. É para isso que a gente traz algumas características no produto, que é fruto de P&D, que a minha concorrência não traz.

Carregamento rápido e concorrência acirrada

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CT: Muita gente pode questionar o funcionamento de uma recarga tão rápida. Ela não estraga a bateria? Como a Realme consegue entregar tecnologias tão avançadas mesmo sendo tão jovem, especialmente quando temos concorrentes de peso ainda na casa dos 45 W ou até menos?

Amauri Vargas: Eu trago, por exemplo, um produto de number series que tem uma certificação de bateria, porque eu carrego ela super rápido e a primeira conclusão que as pessoas tiram é que vai estragar rápido. E aí a gente traz uma certificação da TÜV Rheinland que atesta 1.600 ciclos de vida carregando a 100 W, e no final de todo esse processo — que com um carregamento por dia deve durar 4 anos — a saúde da bateria tem que tá em 80%. Eu trago uma composição química, uma composição estrutural diferente, e cada produto a gente adapta de um jeito. Vai haver desgaste, é natural, não existe milagre, mas eu ofereço um produto que em 4 anos tem 80% de saúde da bateria e eu tenho produtos flagship da minha concorrência, e não é um concorrente só, que com 1 ano tem muito menos do que isso, entende? Então assim, outra coisa que é muito importante para o consumidor é a resistência que esse produto vai ter. Então, quão resistente ele é pra cair com a tela virada para o chão? O quão resistente ele é para carregar durante 4 anos e no final desse ciclo ter uma super bateria ainda? O quão resistente ele é para o processador não cair o rendimento? Isso é um trabalho de hardware, mas também de software, e meu software é muito leve. Se você testa um Realme, você sabe.

Uma coisa que eu demorei para entender. E se você quiser saber, eu ainda estou aprendendo a entender isso. A Realme é uma marca muito jovem, com pessoas muito jovens. Então as pessoas aqui são muito críticas, porque o jovem é muito crítico. Para você ter uma ideia, a nossa faixa etária global é 28 anos. Quando a gente tá falando de um produto jovem para o consumidor jovem, eu não estou falando do do corpo físico do meu cliente, eu estou falando da alma dele, de como ele encara o mundo, entende? Então, assim, a gente entende que não é todo mundo que está aberto para novas experiências, novos produtos, e testar coisas que você nunca testou daquela marca ou de uma marca que você não conhece. Então assim, a gente segmenta o produto e a gente se posiciona como uma marca muito jovem. A gente tem um executivo sênior aqui que foi braço direito do Sky Li, que é o nosso fundador na época da fundação da Realme. Eles são pratas da casa, então são funcionários de carreira que estão há muito tempo no grupo, antes na OPPO, dentro da BBK, e depois na Realme, mas eles são muito sêniors. E ele vem de moletom pro escritório, vem de tênis Adidas, calça Champion, uma camiseta de malha e é isso. Claro que na hora de apresentar um evento as coisas são diferentes, mas no dia a dia é isso aí, porque essa é a cultura da Realme, um ambiente de startup mesmo, muito jovem.

Competição é ótima. A gente enxerga novos competidores também, tem novas marcas chegando no país. A gente tem um portfólio enorme de marcas quando a gente olha para a indústria. No mundo inteiro a gente tá falando aí de cerca de 120 marcas, isso é muito louco. Quando a gente tá falando do mercado local, a gente tá falando aí de 12-14 marcas, é muita coisa e a gente acha isso excelente. A gente não se incomoda quando um novo concorrente chega no mercado. É óbvio que eu vou prestar atenção. É claro que eu vou enxergar o que esse cara é e o que ele faz. Qual o diferencial dele? Por que que o cliente escolheria ele e não eu? Eu preciso fazer meu trabalho aqui dentro de casa, mas isso é excelente. Da mesma forma que a gente gosta de incomodar as marcas que estão super bem consolidadas, porque a gente entende que quem ganha no final do dia é o consumidor, e ele é a parte mais importante da minha vida como empresa. Então assim, tudo que eu faço é claro que eu quero conquistar o consumidor, e claro que eu quero estourar em vendas, mas se eu quiser fazer isso, eu preciso colocar o consumidor no centro do processo. Se eu não fizer isso, alguém vai fazer, então que seja eu, né? Então assim, quando a gente pensa em tudo o que as marcas estão fazendo globalmente, em como cada marca encara o seu consumidor, e a gente vê uma oportunidade de conquistar esse cara trazendo coisas que minha concorrência não traz, e eu não tô falando só de um concorrente, quem ganha com isso é o consumidor. Eu ganho por conseguinte, porque é claro que se ele gostar mais de mim, ele vai comprar mais de mim e minha estratégia de trabalho vai ter sido um sucesso. Ele é meu patrão. Não é o Sky Li, nosso fundador, o Sky é nosso guia, mas o cara com a caneta na mão, que tem o fator de decisão, é o consumidor. Eu preciso pensar nele 24 horas por dia como empresa.

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A nossa visão, é o seguinte, o telefone pra gente é fim. Porque o fim do meu processo é vender o produto para o meu cliente, conquistar ele, convencê-lo de que eu consigo atacar as dores que ele tem e de que eu vou oferecer a melhor experiência para ele. E aí, depois desse ato de convencimento, o meu processo com ele acabou na questão de produzir e vender. Ele não acabou no costumer service. Porque eu tenho, por exemplo, eu tenho hot line todos os dias na semana, eu tenho frete grátis para serviço de garantia, eu ofereço garantia para todo território nacional, então costumer service e o resto do ciclo de vida do produto também estão comigo. Eu tenho Atualização de Software. Agora, uma coisa importante, telefone é fim para mim, mas para o cliente ele tem que ser meio, ele tem que ser uma ferramenta, ele tem que ser um viabilizador de tudo o que você precisa, precisa ser o viabilizador. Quando você quer registrar um momento especial com uma foto, quando você quer responder alguém que você ama e que você gosta do WhatsApp sem travar, mandando tudo o que você quer, mandando seus stickers pra fazer uma graça no grupo, mandando uma foto importante, mandando documentos de trabalho. Ele precisa ser um enabler. Quando eu estou numa reunião externa e preciso responder um cliente rapidamente ou um professor de faculdade. Eu preciso que ele seja uma ferramenta, assim como é o meu tênis, assim como meus fones de ouvido, que são super essenciais, assim como é o meu cartão que eu uso para pagar o metrô. Então, assim, o celular também é isso. Ele é uma ferramenta de dia a dia para tudo o que você precisa, do que você mais precisa, seja por obrigação ou o que você mais gosta, por amor.

Celulares dobráveis e novos formatos

CT: O mercado de celulares está meio monótono em termos de formato, e uma marca jovem mexendo em tudo e fazendo as gigantes acordarem pode ajudar a mudar isso. Como a Realme vê o mercado de dobráveis? Sabemos que já tem outras marcas do grupo com modelos nesse formato.

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Amauri Vargas: Acho que a realidade para os dobráveis se aplica assim como ela se aplica no mercado tradicional de celulares, você precisa de mais concorrência. Quando você tiver mais concorrência, todo todo mundo ganha. Não é só o consumidor que ganha, porque se você tem mais concorrência, quem saiu primeiro vai ter que trabalhar dobrado para conseguir oferecer coisas mais legais e melhores. Trazer um novo fator ali, um efeito surpresa de algo que todo mundo já conhece. Então assim, eu acho que é bom para todo mundo. É bom para quem está entrando, porque você vai ter uma curva de aprendizado rápida. É bom para o consumidor que vai ter mais opções, e é bom até para quem já é pioneiro, porque esse cara vai ter que se reinventar e é excelente esse processo, entende? Então, assim, não acho que a indústria pode achar que pode se dar por satisfeita, porque inventou um novo formato. Eu acho que a gente precisa continuar se incomodando e pensando.

Realme foca em design em 2023, e promete novidades

CT: Já estamos no segundo semestre e tivemos alguns lançamentos no decorrer do ano. Você pode falar mais sobre os planos da marca para o resto do ano, e o que vem guiando a Realme nos últimos lançamentos?

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Amauri Vargas: A gente está em agosto, mas pra gente o ano tá longe de terminar, tá? Já posso te adiantar, e eu não posso dizer mais nada além disso, que tem novidade vindo por aí, então posso te afirmar que a gente vai trazer mais produtos para o mercado brasileiro. Só não posso dizer quando, mas eu posso te dizer que é em 2023. Eu acho que se a gente puder resumir em uma palavra como está o ano da Realme em 2023 para o mundo inteiro e para o Brasil, principalmente que a gente está aumentando a nossa presença e a nossa participação, eu acho que é design.

Então assim, está no nosso DNA por ser uma marca jovem, o nosso portfólio falar por si, então se você ver a number series ano a ano, o design é muito diferente um do outro. Então isso já é uma coisa que quebra a lógica do mercado. A lógica do mercado é que é o design precisa conversar entre si para que haja uma identificação do cliente. Eu quero que o cliente identifique com a minha marca e que em cada momento da vida dele, que tem uma necessidade diferente, eu posso atender. Então a primeira coisa é isso. Eu acho que é design. Então em 11 Pro Plus o design traz esse conceito de Master Design, que é uma coisa que a gente inventou e que bebe em duas fontes, a primeira é a cooperação dos nossos estúdios de design com artistas renomados que tragam a referência do seu trabalho para dentro da concepção do produto.

A outra coisa é se inspirar no mundo fora de tech. Então no caso, por exemplo, do GT series, tanto GT 2 Pro quanto GT Master Edition, a inspiração foi qualidade de materiais e o que que importava na cultura do designer, que é um designer japonês que trouxe uma textura no GT 2 Pro, que é um polímero por uma questão de resistência de produto, mas que lembrava muito o papel, e o papel é um material extremamente nobre na cultura japonesa. Então eu trago essa sofisticação, esse acabamento primoroso pro produto. No caso do GT Master Explorer o produto parece um mala de viagem, né? Então ele parece uma mala e traz cores que estão ligadas com a natureza, um marrom, um bege.

No caso do Matteo Menotto, que é o cara que concebeu o Realme 11 Pro Plus, ele traz as referências da cidade em que ele sempre viveu. Ele é milanês, já trabalhou para Chanel, já foi head de estampas da Gucci, hoje é head de estampas da Bulgari, então, é um cara que não tem para onde correr. Ele está intrinsecamente ligado com o mercado de luxo, com o mercado de alta costura, e ele é um cara especialista em estampas, então tem tudo a ver ele trazer essa concepção, tanto da vida dele como pessoa, quanto da vida dele como profissional, numa combinação para esse produto. A inspiração dele é como o dia amanhece em Milão, como a luz do Sol banha as avenidas de Milão. É, e aí você traz aquelas cores. Primeiro que o Sol é a lente, isso já foi uma sacada genial do cara, porque ela é o Sol em vários sentidos, né? É por onde o celular vê o mundo, é por onde você registra sua vida, então é o Sol, e aí ele traz a combinação do aro em dourado com o sunrise beige, aquela textura em couro vegano, que é outra sacada, quer dizer, está todo mundo tão acostumado com plástico, metal, vidro, plástico, metal, vidro... Pela primeira vez a gente trouxe para dentro da linha de fabricação algo tão sofisticado. Ele é chanfrado nas pontas pra ter um ângulo reto, ele é arredondado na lateral, tanto a tela quanto a traseira, ambos abraçam a estrutura. O couro é colocado por cima das estruturas de metal, isso sem nenhum componente ainda, porque o vácuo não pode entrar em contato com o componente eletrônico, e aí ele entra numa máquina onde é ligado o vácuo, e ele adere automaticamente e esse produto não descola mais. Pra você ter uma ideia, se você abre a traseira desse produto, o metal sai junto com o couro.

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Quando a gente traz esse nível de P&D, esse nível de cuidado com a fabricação para um produto na faixa dos R$ 4.500, a gente não está para brincadeira. E, de novo, tudo ligado ao design. A gente entende que a tecnologia é o nosso core, a gente jamais pode deixar a tecnologia de lado e por isso que a gente tem aquele compromisso de cada produto, de cada série, trazer uma spec muito espetacular na comparação com os concorrentes do mesmo segmento, mas se eu puder te definir 2023 é design. Eu não posso falar nada do que a gente vai lançar no Brasil, o que eu posso te dizer é qual é o ponto alto do produto: design. E é um produto que, de novo, vai beber na fonte do mercado de luxo para trazer sofisticação e estilo de vida para o dia a dia do cliente, dia a dia do nosso usuário. Eu vou te dizer uma coisa que eu não vou dizer pra mais ninguém, mas eu vou te contar e não vou falar mais disso, a gente não vai lançar um produto só, tá?