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Meta Quest 2 x PlayStation VR2: qual experiência é mais legal?

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Rafael Damini/Canaltech
Rafael Damini/Canaltech

Tanto o Meta Quest 2 quanto o PlayStation VR2 são dispositivos de realidade virtual (VR), mas com propostas bem diferentes. Quais são as diferenças, o que dá para fazer com cada um e qual é mais divertido? Eu comparei os dois modelos e conto as similaridades e particularidades de cada heaset nos próximos parágrafos!

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Proposta

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Primeiramente, é importante situar os dois dispositivos no mercado porque, apesar de serem de realidade virtual (VR), ambos têm funcionamentos completamente diferentes.

O Meta Quest 2 é um óculos de realidade virtual “standalone”, ou seja, que funciona totalmente independente de celulares, computadores ou consoles de jogos. Ele tem sistema operacional dedicado, Wi-Fi, memória RAM, armazenamento interno, tela e processamento, tudo num só dispositivo.

Já o PlayStation VR2 é um acessório auxiliar que funciona única e exclusivamente no PlayStation 5, basicamente projetando nos seus olhos o que o console está executando. Com isso, você consegue jogar tanto títulos de realidade virtual — como Horizon Call Of The Mountain — como os comuns.

Usabilidade

O que dá para fazer com o PlayStation VR2?

Com a proposta de cada um mais clara, pulemos ao que interessa: quais são as diferenças entre os dois consoles de realidade virtual e o que dá para fazer com cada um?

Como comentei mais acima, o PlayStation VR2 é totalmente dependente do PlayStation 5, então nem preciso comentar que você precisa ter o console da Sony para aproveitá-lo. Caso você ainda não possua um PlayStation 5, convido você a dar uma olhada nos links de compra abaixo para encontrá-lo pelo melhor preço.

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Uma vez conectado no console pela porta USB-C, a interface do PlayStation 5 é adaptada às duas telas OLED do VR2, para que você possa visualizar os aplicativos e jogos pelo aparelho. Confesso que não dá para fazer muita coisa com o headset da Sony, então serei bem breve. Essencialmente, é uma ferramenta auxiliar do PlayStation 5 com alguns truques.

Seu objetivo principal é transmitir o que o PlayStation 5 executa, então você verá apenas os jogos e os aplicativos disponíveis no próprio console. Também é possível compartilhar a jogatina com o PS VR2 na Twitch ou YouTube, além de capturar telas para postar nas redes sociais — tudo o que o console principal já faz.

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Um recurso interessante é o modo cinematográfico, com o qual você utiliza o dispositivo como uma espécie de projetor para aproveitar aplicativos de streaming de vídeo e outros jogos sem ser de realidade virtual. E é isso.

O que dá para fazer com o Meta Quest 2?

Como o Meta Quest 2 é tanto o acessório como o próprio console, o leque de possibilidades é muito mais amplo. Ele é equipado com sistema operacional dedicado baseado no Android e tem gráficos integrados, portanto tem biblioteca de jogos e aplicativos dedicada.

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Embora o hardware da Meta não seja tão potente quanto o da Sony, a quantidade de jogos compatíveis com o Quest 2 é vasta e com uma qualidade aceitável. Você também pode conectar o headset em computadores, notebooks, smartphones e outros dispositivos que rodem conteúdos em VR.

Além de jogar e rodar aplicativos, o Meta Quest 2 ainda permite:

  • Explorar: é possível visitar lugares com imagens estáticas ou em vídeos, como o interior da Estação Espacial Internacional;
  • Estudar: é possível fazer um curso sobre um tema qualquer em realidade virtual, seja produtivo ou dinâmico;
  • Eventos: você pode acompanhar alguns eventos gravados ou mesmo ao vivo, de diversas categorias, incluindo campeonatos esportivos e shows musicais (e na primeira fila);
  • Filmes e séries: consumir aplicativos de streaming como Netflix numa experiência próxima do que temos numa sala de cinema;
  • Metaverso: há aplicativos criados para que grupos de colegas de equipe possam trabalhar colaborativamente no ambiente virtual utilizando a chamada realidade mista (junção das realidades virtual e aumentada);
  • SideQuest: é uma plataforma criada por desenvolvedores independentes que reúne jogos e aplicativos não-oficiais da Meta, mas compatíveis com o Quest 2.
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Experiência

Como foi jogar com o PlayStation VR2?

Embora o PS VR2 seja extremamente limitado, sua junção com o PlayStation 5 resulta numa experiência VR espetacular. O headset tem duas telas OLED que exibem conteúdos em 4K HDR em até 120 quadros por segundo (fps) — essa definição, claro, é impulsionada pela potência do PS5.

Ao menos nos títulos que testei — Horizon Call Of The Mountain e Resident Evil Village —, jogar com o PS VR2 foi sensacional. O novo controle VR2 Sense é compatível com os mesmos gatilhos adaptáveis do DualSense, e ainda há uma resposta tátil para quando você tocar em certas partes do cenário — como a água passando pelos seus dedos em Horizon.

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Além disso, a nova geração do PlayStation VR vem com fone de ouvido que se conectam ao suporte do headset. Ele parece simples, mas tem um som de qualidade e adaptável conforme à sua posição e aos movimentos da cabeça.

Outro recurso interessante do VR2 é o eye tracking. Como o nome já entrega, a função utiliza os movimentos dos olhos para interagir com o sistema. Particularmente, não achei totalmente útil, mas é muito legal controlar a navegação apenas mexendo os olhos.

No geral, adorei a experiência com o headset da Sony. O fato de usar a capacidade do PlayStation 5 para executar as tarefas ajudou bastante a aprimorar a qualidade gráfica, mas ainda acho triste ter que resumi-lo a apenas um acessório cabeado do PS5.

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Como foi a experiência com o Meta Quest 2?

O Meta Quest 2 é equipado com um painel LCD com resolução de 1.832 x 1.920 pixels, taxa de atualização máxima de 120 Hz e campo de visão é de 90 graus. Por ser um dispositivo único, ele tem 256 GB de memória interna e 6 GB de RAM. São configurações menos expressivas se compararmos com os do PS VR2, mas ainda interessantes para a categoria.

Nos nossos testes, realizados pelo meu colega Maldditu Xavier, o Quest 2 não decepcionou. Mesmo não sendo o melhor headset VR do mercado em termos de especificações, ele é o mais versátil e simples de usar, sendo indicado tanto para usuários iniciantes quanto os que já possuem um certo grau de conhecimento.

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Além de jogar, o Maldditu conseguiu: visitar o centro de Manhattan, estudar sobre a queda das Torres Gêmeas, assistir a shows e partidas de futebol (na primeira fila), acessar redes sociais, exercitar fobias, experimentar a Netflix num ambiente de cinema, acessar o Metaverso e participar de outras atividades.

Meta Quest 2 x PlayStaton 2: qual escolher?

Antes de tudo, é importante conferir como você gostaria de aproveitar um dispositivo de realidade virtual. Se você não tem, e não pretende, comprar um PlayStation 5, já descarta a compra do PlayStation VR2 porque ele não tem outra utilidade.

Se você já possui um PS5, o VR2 é um equipamento auxiliar ótimo ao entregar qualidade de imagem, tecnologias e uma experiência de realidade virtual ainda não vistas no setor. No entanto, vale lembrar que ele não é nada barato, e você não deve encontrá-lo por menos de R$ 4.000 no varejo — é quase o preço de um segundo PlayStation 5.

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Agora, se você acredita no conceito e no potencial da realidade virtual nos jogos e no entretenimento, talvez o Meta Quest 2 seja uma opção mais interessante. É um dispositivo mais versátil, podendo funcionar tanto sozinho quanto com PCs e smartphones, traz sistema operacional dedicado e muitos jogos para aproveitar.

Infelizmente, o fato dele não ser vendido oficialmente no Brasil pode ser um empecilho, mas é possível encontrá-lo por aqui sem garantia por cerca de R$ 3.000. Outra opção é importá-lo direto do site oficial da Meta por meio da USCloser.