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Governo fará parceria com Alibaba para exportar produtos do Brasil à China

Por| Editado por Wallace Moté | 11 de Junho de 2024 às 09h42

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RoseBox/Unsplash
RoseBox/Unsplash

Por meio do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, o Governo do Brasil anunciou que fará uma nova parceria com a plataforma de varejo chinesa Alibaba para exportar produtos do Brasil até a China. O objetivo é incentivar a produção nacional, com a venda de pequenos produtos, em pequenas quantidades. 

A medida foi anunciada poucos dias depois de o Senado aprovar a taxação de 20% sobre a importação de produtos internacionais que custam até US$ 50. O projeto passará por revisão na Câmara de Deputados, onde não são esperadas mudanças no tema do imposto, e depois seguirá para aprovação ou veto do presidente Lula. 

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França ressaltou que o Alibaba tem um braço de logística que entrega 5 milhões de pacotes por dia, para todas as partes do mundo.

“Estamos buscando fortalecer as relações Brasil-China, encontrando ferramentas de cooperação para impulsionar o empreendedorismo no Brasil. Liderados pelo presidente Lula, estamos no rumo certo para impulsionar o crescimento do nosso setor!”, escreveu o ministro em suas redes sociais. 

No Brasil, a plataforma do Alibaba para importação por parte de pessoas físicas é o AliExpress. Em nota oficial publicada há alguns dias, a empresa se mostrou contrária à taxação, apontando que a decisão “desestimula o investimento internacional” no país, e faz com que a população de classe mais baixa “deixe de ter acesso a uma ampla variedade de produtos”. 

Já a diretora-geral do AliExpress no Brasil, Briza Bueno, apontou que a decisão foi tomada sem ouvir o consumidor, que é “o mais afetado nesse momento”. Segundo ela, a taxação total estimada para os produtos pode chegar a 44,5%, incluindo impostos extras como a cobrança do ICMS. 

Bueno ainda adicionou que a plataforma procura investimentos olhando para os vendedores locais, e tem a comissão mais baixa do mercado, de 5 a 8%. 

Por enquanto, ainda não foi divulgado um prazo para que a parceria com o Alibaba comece a ter efeito. 

Fonte: Twitter/X, Infomoney