Review Xiaomi 12X | Parece topo de linha, mas não é

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 15 de Junho de 2022 às 09h55
Ivo Meneghel

O Mi 12X é a nova opção de intermediário premium da gigante chinesa, e esse aparelho traz diversos diferenciais que podem deixar o público confuso em relação a sua real categorização no mercado.

Isso porque o smartphone possui diversos recursos e características físicas herdadas do Xiaomi 12, que é a versão topo de linha. As principais são o corpo com a traseira em vidro e tela de altíssima qualidade.

Além disso, os alto-falantes estéreo Harman Kardon marcam presença no intermediário premium. Entretanto, existem alguns elementos que poderiam ser aprimoradas para deixar o celular ainda melhor, ou até mesmo superior aos seus concorrentes diretos.

Quer saber se vale a pena comprar o Xiaomi 12X? Então, confira a análise completa.

Confira o preço atual do Xiaomi 12X

Prós

  • Tamanho compacto
  • Construção de topo de linha
  • Carregador rápido de 67 W
  • Boa câmera macro

Contras

  • Sem entrada para cartão microSD
  • Selfie estourada no modo retrato
  • Falta de uma entrada para fones de ouvido

Design e construção

No design, não há do que reclamar em relação ao Xiaomi 12X, pois ele é visualmente superior ao seu antecessor pelo fato de a marca ter conseguido dar um aspecto mais premium e sóbrio ao produto, que agora está fisicamente idêntico ao Xiaomi 12 e 12 Pro.

Assim como os flagships, ele também é super leve e compacto, e esses atributos são um diferencial por estar cada vez mais raro ver smartphones que proporcionam uma ergonomia amigável para diferentes tipos de usuários.

Nas laterais, ele traz um formato arredondado que faz conjunto com a curvatura trabalhada pela Xiaomi na tela do celular. O verso do 12X é em vidro Gorilla Glass 5, e tem apenas um módulo com três câmeras à esquerda.

Xiaomi 12X (Imagem: Ivo/Canaltech)

Assim como o Xiaomi 12, nesse intermediário é notório que a lente principal tem o seu tamanho mais exagerado do que o aplicado nas outras. Consequentemente, facilita na identificação da câmera de maior importância para o público em relação à qualidade e nitidez.

Já na frente, a tela é Gorilla Glass Victus e traz um entalhe no formato furo para abrigar o sensor de selfies. Como o leitor de digitais é embutido sob o display, o botão power instalado à direita do Xiaomi 12X só tem a função de ligar e desligar o smartphone, e junto a ele estão os controles de volume.

Tela

Uma grata surpresa do Xiaomi 12X é a tela. Afinal, o display possui 6,3 polegadas e traz uma fidelidade de cores acima das expectativas criadas pelo público quando o assunto é celular intermediário premium.

Isso se deve ao fato de a fabricante chinesa ter aplicado o mesmo visor do topo de linha em seu dispositivo que está uma categoria abaixo. Outro diferencial é o painel ser em vidro Gorilla Glass Victus, pois isso permite que o aparelho tenha a tecnologia mais avançada em proteção.

Em relação ao consumo de conteúdo, uma tela com essa qualidade e resolução Full HD+ permite que os usuários tenham em mãos um intermediário premium que dá a sensação de topo de linha.

Tela Gorilla Glass Victus do Xiaomi 12X (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além de todas as características já citadas, é importante destacar que o smartphone possui compatibilidade com as tecnologias Dolby Vision e HDR10+. Consequentemente, as cores reproduzidas no display são mais agradáveis aos olhos, e o consumo de filmes e séries em streaming fica ainda melhor.

Complementando todos esses diferenciais, a tela tem taxa de atualização de 120 Hz. Porém, é importante ter atenção à real necessidade de uso, pois não há uma adaptação da frequência de maneira automática. Sendo assim, é preciso escolher entre usar o celular com o display em 60 Hz o tempo todo, ou na opção mais alta.

"O design do Xiaomi 12X consegue ser o equilíbrio perfeito entre o que o público procura em um celular e o quanto é necessário pagar para tal. Afinal, um intermediário premium com características físicas de flagship já demonstra o bom trabalho da chinesa nesse smartphone."

— Jucyber

Conexões

Apesar de se tratar de um aparelho intermediário, o Xiaomi 12X extinguiu em seu corpo uma conexão muito importante em modelos dessa faixa de preço. Trata-se da entrada 3,5 mm para o uso de fones de ouvido.

Sem essa opção diretamente no celular, o público fica refém de fones com conexão USB-C ou até mesmo precisam se render aos modelos que fazem uso do Bluetooth para reproduzirem o som.

A respeito dessa conectividade sem fio, não há do que reclamar, pois o 12X conta com a versão 5.1 que já é boa o suficiente para garantir a estabilidade no uso de fones no modelo TWS, por exemplo.

Lateral do Xiaomi 12X (Imagem: Ivo/Canaltech)

É importante deixar claro que a única entrada física do modelo é a USB-C com o foco principal no carregamento do produto. Além disso, o slot só permite o uso de dois chips SIM de operadora.

Logo, quem gosta de ter um pouco mais de aproveitamento do espaço interno para aplicativos e jogos e costuma transferir as fotos e vídeos para o cartão de memória, terá como desvantagem a falta dessa opção de espaço complementar.

Configuração e desempenho

A respeito das configurações, o Xiaomi 12X conta com a plataforma Snapdragon 870, que é a mesma implementada pela marca no Mi 11X e Poco F3. Logo, em relação ao desempenho geral, os celulares são equivalentes.

Em relação à velocidade, não há do que reclamar. O smartphone tem um ótimo comportamento nas atividades em geral, e tudo roda com muita fluidez no celular intermediário premium.

Entretanto, é importante destacar que o 12X não pode ser considerado um topo de linha justamente por trazer um chipset inferior o Snapdragon 8 Gen 1 e também por demonstrar falhas ao rodar Genshin Impact.

Obviamente, não dá para desmerecer o dispositivo por esse comportamento pontual, já que a experiência de jogo não é fluida quando o game está com as configurações máximas, mas é muito proveitosa ao ajustar a parte gráfica do título.

Configurações do Xiaomi 12X (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além da plataforma Snapdragon 870, o Xiaomi 12X possui opções com 8 GB e 12 GB de memória RAM física e mais 3 GB virtual, bem como alternativas com 128 GB e 256 GB de espaço interno sem possibilidade de expansão via microSD.

Durante os testes de benchmark, o celular apresentou uma performance dentro do esperado para essa categoria. No teste Wild Life Unlimited, o resultado foi de 3.555 pontos, com a média de 21,3 fps. Já na versão Extreme, a pontuação foi de 1.237 e 7,4 fps.

Esses dados deixaram o Xiaomi 12X com um desempenho técnico bem próximo do alcançado pelo Samsung Galaxy M62, que é outra ótima opção de intermediário premium presente no mercado.

Benchmark do Xiaomi 12X (Captura: Jucyber/Canaltech)

O 12X já vem atualizado com a interface MIUI 13 baseada no Android 12. Apesar de o Google disponibilizar diversos recursos nessa versão do sistema que podem ser aproveitados para o ajuste nas cores do layout desse celular, tais funções não estão presentes no modelo.

Consequentemente, a experiência de personalizar a paleta de cores do aparelho para ter uma identidade que combine mais com o seu gosto não é possível. Pode ser que a Xiaomi realize uma atualização e libere essa opção, e isso tornaria a usabilidade ainda melhor.

"O Xiaomi 12X é um intermediário premium que permite o uso em diferentes tarefas sem que o público sinta engasgos ou superaquecimento. Dentro do que ele se propõe, faz isso com muita competência."

— Jucyber

Segurança

Dentre os recursos de segurança implementados no Xiaomi 12X, o principal é o leitor de digitais sob a tela do celular. Essa funcionalidade se comporta como o esperado, tem uma velocidade agradável e se mostra muito eficaz.

Assim como o modelo topo de linha, o posicionamento dessa opção de biometria no display do intermediário também incomoda nos primeiros dias de uso. Até se acostumar, é um processo bem tedioso ficar esticando um pouco mais o polegar e “enganando” a memória muscular.

Para quem prefere as alternativas, é possível desbloquear o aparelho com padrão de desenho ou senha, bem como o leitor facial, e essa última ferramenta também se mostra muito eficaz.

Câmeras

A câmera principal do Xiaomi 12X tem o sensor de 50 MP, e os resultados gerados são bem atrativos para a linha de intermediários premium. O nível de cores está dentro do esperado, e a ativação do HDR junto com a Inteligência Artificial só coopera para que a saturação e nitidez sejam maiores.

Para imagens em modo ultrawide, o aparelho conta com o sensor de 13 MP. Com amplitude de 123°, a câmera é capaz de capturar um bom espaço e faz isso com ótimo equilíbrio entre cor, iluminação e nitidez.

Assim como na câmera principal, os resultados gerados em modo ultra grande-angular ficam muito melhores quando o HDR e a IA do smartphone entram em ação. Logo, para quem prefere evitar o processo de edição, é recomendável manter essas funções sempre ativas.

Câmera principal do Xiaomi 12X (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Já o terceiro sensor é o macro de 5 MP. Assim como o presente na versão topo de linha do smartphone, ele consegue ser competente em fotos com proximidade, mas não é tão surpreendente como outras opções já usadas pela Xiaomi.

O modo retrato acerta em muitos detalhes, mas ainda falta uma lapidação do software para realmente agradar. Um diferencial bem-vindo no Xiaomi 12X é a possibilidade de gravar em 8K a 24 fps, pois permite uma exploração maior do Snapdragon 870 nesse tipo de uso.

Para fotos utilizando o modo noturno, o dispositivo se mantém dentro da média de qualidade esperada para a categoria, mas não é bom o suficiente para superar grandes concorrentes nesse quesito, como o Galaxy S20 FE.

Câmera macro do Xiaomi 12X (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Selfies

A câmera frontal do Xiaomi 12X é composta por um sensor de 32 MP embutido na lente com abertura f/2.5, e essa configuração demonstra que o dispositivo foi desenvolvido para ser uma grande alternativa ao flagship da marca.

Todavia, não é a penas no visual e na configuração dos sensores que eles se parecem, mas também nos defeitos, e com alguns pontos ainda mais notáveis no intermediário premium.

O principal é a redução na saturação realizada no pós-processamento da imagem, pois o tom de pele fica um pouco mais claro do que a realidade. Consequentemente, isso dá menos realismo para as capturas.

Câmera frontal do Xiaomi 12X (Imagem: Jucyber/Canaltech)

E quando se trata da utilização com o modo retrato ativo, a situação fica ainda mais complicada. Grande parte disso se deve ao fato de o software não conseguir compensar a luz de fundo para proporcionar mais equilíbrio nas imagens.

Assim, as fotos ficam com o segundo plano extremamente estourado. Algo que poderia ajudar a amenizar esse efeito seria a possibilidade de utilizar o modo HDR também ao fazer imagens com o fundo desfocado.

Sistema de som

O som do Xiaomi 12X conta com dois alto-falantes Harman Kardon que trazem em seu formato de reprodução a sonoridade estéreo. Essa é uma das características que demonstram a superioridade do modelo intermediário premium.

À primeira vista, a qualidade de áudio já indica que o aparelho tem o mesmo conjunto de hardware em sua parte de som do aplicado no Xiaomi 12. Logo, a percepção do que é bom ou faz falta nos 12X será a mesma do flagship.

Por isso, dá para sentir que os agudos e médios se comportam como o esperado para um alto-falante, mas a falta de um pouco mais de força no grave faz com que o uso dos fones de ouvido seja a alternativa ideal.

Bateria e carregamento

Contrariando o que a maioria das fabricantes de celulares intermediários premium faz, a Xiaomi aplicou uma bateria aquém do esperado para um produto dessa categoria que, normalmente, tem como um dos propósitos a autonomia de alta duração.

Isso porque o Xiaomi 12X tem apenas 4.500 mAh de capacidade. Essa quantidade de carga até dá umas boas horas de uso antes de precisar recarregá-lo, mas a fabricante chinesa “pecou” por reduzir a bateria em relação ao antecessor Mi 11X, mesmo que seja uma diferença de 20 mAh. Seja como for, o esperado para essa categoria é 5.000 mAh ou mais.

Uma vantagem desse produto é que ele tem compatibilidade com a tecnologia de carregamento rápido a 67 W, e a empresa já disponibiliza o carregador na embalagem para facilitar a experiência de uso.

A bateria do Xiaomi 12X tem uma duração média (Imagem: Ivo/Canaltech)

Como consequência disso, é possível alcançar 67% de carga em apenas 20 minutos com o 12X plugado na tomado. Entretanto, o tempo até chegar em 100% aumenta, sendo necessários 47 minutos para conquistar esse objetivo.

Ao efetuar o teste padrão com a reprodução de conteúdos na Netflix ao longo de 3 horas e com o brilho da tela em 50%, o Xiaomi 12X drenou 16% de sua capacidade. Sendo assim, para zerar a bateria, seria preciso o aparelho se manter nesse formato de uso por um pouco mais de 18 horas.

Concorrentes diretos

Por se tratar de um intermediário premium com diversas características equivalentes a um topo de linha, o Xiaomi 12X sobe um pouco a régua para que os seus concorrentes diretos sejam páreo para ele.

Todavia, a gigante chinesa possui uma ótima alternativa. Trata-se do Poco F3, que traz muitos elementos importantes para quem está de olho no modelo analisado nesse texto repensar na escolha.

O F3 também possui o corpo com o seu verso todo em vidro e, nas configurações, está presente a plataforma Snapdragon 870. Logo, a respeito da velocidade, eles são equivalentes para o uso no dia a dia, bem como jogar.

Poco F3 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para fotografia, a câmera principal de 48 MP embutida no Poco F3 não fica muito abaixo do Xiaomi 12X, e o mesmo vale para a ultrawide. A única que é um pouco superior no modelo mais recente é a macro por ter uma nitidez maior.

Como consequência dessas similaridades, o único meio de conseguir diferenciar os aparelhos é o preço. O Poco F3 já pode ser encontrado nas varejistas por menos de R$ 2.500 em sua versão com 256 GB de armazenamento, enquanto o 12X ainda está quase mil reais mais caro.

O Xiaomi 12X é um bom celular?

O Xiaomi 12X é um celular que faz sentido para quem está em busca de um dispositivo que oferece desempenho de intermediário premium, mas com alguns diferenciais complementares que ajudam a justificar o porquê de o preço ser mais alto.

Afinal, o corpo dele é em vidro Gorilla Glass 5 que ajuda a dar o aspecto premium que o público busca, mas sem precisar gastar mais de R$ 4 mil por um modelo topo de linha, como é o caso do Xiaomi 12.

Um trabalho muito bem-feito pela gigante chinesa está relacionado à tela do dispositivo. O painel AMOLED é compacto, com cores extremamente vívidas e a fluidez dá o comportamento que eleva a experiência de uso tanto no dia a dia quanto em jogos.

E por falar em games, não há do que reclamar a respeito da plataforma Snapdragon 870, pois o chipset em conjunto com a memória RAM e o armazenamento interno rápido são capazes de proporcionar muito mais do que a maioria dos usuários precisam continuamente.

Xiaomi 12X (Imagem: Ivo/Canaltech)

Todas essas qualidades vêm acompanhadas de um preço ainda alto no Brasil, já que algumas varejistas vendem o Xiaomi 12X a uma média de R$ 3.500. Entretanto, via importação, esse valor cai para R$ 2.500, mas é preciso considerar todas as taxas para saber se vale mais a pena comprar localmente ou esperar chegar da China.

Para quem busca uma alternativa na faixa de R$ 2.500 em território nacional, pode considerar a aquisição do Poco F3 como o caminho mais tranquilo, já que as especificações de construção e performance são equivalentes.

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