Review Sony LinkBuds | O design é inovador, mas o som nem tanto

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 29 de Abril de 2022 às 13h45
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Sony LinkBuds chega como uma alternativa aos fones TWS convencionais. Isso porque o aparelho traz um visual inovador e que está interligado a uma série de implementações para quem gosta de tecnologias atrativas em acessórios de áudio.

Um grande diferencial desse produto lançado pela japonesa é a possibilidade de realizar comandos via toque nas áreas próximas da orelha. A novidade faz com que essa parte do corpo se torne uma aliada na hora de escolher o que quer ouvir.

Além disso, a Sony manteve a popular compatibilidade com o som 360°, e isso permite o acesso a um mundo musical diferente do que estamos acostumados, mas só é possível usufruir dessa opção mediante o pagamento de um serviço complementar.

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Prós

  • Comandos via toque no corpo
  • Pareamento rápido
  • Compatibilidade com assistentes virtuais
  • Carregamento rápido
  • Comandos personalizáveis

Contras

  • Desconfortável no uso contínuo
  • Alcance curto
  • Falhas na recepção do áudio

Design e construção

O design do Sony LinkBuds surpreende à primeira vista, pois ele foge bastante do formato convencional adotado pelas marcas em fones TWS. A parte que fica exposta tem um visual próximo do visto em outros modelos, como o Samsung Galaxy Buds 2.

  • Dimensões: 4,1 x 4,8 x 3 cm (estojo);
  • Peso: 4,1 g (cada fone); 34 g (estojo).

Entretanto, a parte que fica interna é o grande destaque. A área introduzida na concha auditiva possui um formato de aro que lembra bastante o biscoito “Pingo de Ouro” em tamanho e aspecto.

Apesar disso, a ideia da japonesa é fazer com que a emissão do áudio seja distribuída de maneira mais nítida. Como desvantagem, o usuário não tem as borrachas que costumam ajudar no conforto e no isolamento passivo do som.

E como já era de se espera, ele também não possui o cancelamento ativo de ruído — ANC. A falta desse recurso faz com que a utilização dele com foco em ter menos sons atrapalhando para a maior concentração na hora de trabalhar ou estudar não seja possível.

Case do Sony LinkBuds (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para melhorar o ajuste dos fones no ouvido, a Sony disponibiliza 5 pares de suporte de arco emborrachados. Porém, nem mesmo esse acessório complementar é capaz de auxiliar no conforto do produto.

Algo que surpreende são os comandos embutidos, pois dá para acionar as opções via toque na área sensível do fone, bem como à frente dos seus ouvidos, e esse segundo modo traz um ar de inovação atrativo ao aparelho.

Em relação aos comandos, só é possível dar dois ou três toques para executar as ações. Uma vantagem é que as opções podem ser personalizadas no aplicativo “Headphones” para que cada fone execute os recursos mais necessários no seu dia a dia.

Vale lembrar que tanto o LinkBuds quanto o seu estojo são construídos com plástico reciclado de peças automotivas. Essa é uma iniciativa da Sony para consumir menos materiais poluentes.

O case de carregamento é bem compacto e leve, assim como os LinkBuds, o fechamento dele é via botão. Na parte traseira, é possível encontrar uma entrada para recarga junto com o controle que permite a conexão e reset dos acessórios. Na embalagem dos fones é possível encontrar o cabo USB-C para carregamento do estojo.

Sony LinkBuds (Imagem: Ivo/Canaltech)

"O visual do Sony LinkBuds surpreende por inovar, mas o desconforto causado no uso contínuo me desagradou bastante."

— Jucyber

O som do Sony LinkBuds é bom?

Considerando a proposta de ser um fone de ouvido premium, o som do Sony LinkBuds ficou um pouco abaixo do esperado. Não é que ele seja ruim, mas sim que não faz jus à classificação e preço desse produto.

É muito difícil conseguir sentir o grave das músicas nele, pois no formato padrão de uso ele puxa mais para os tons médios. Os agudos também não possuem grande destaque, e isso pode demonstrar uma assinatura de áudio mais focada nas frequências intermediárias.

Um ponto positivo é a personalização das tonalidades dentro do aplicativo “Headphones” para deixar mais próximo daquilo que agrada o ouvido de cada um. Porém, mesmo configurando para explorar os tons mais baixos, o grave não teve toda a força esperada explorada.

Entretanto, existem alguns pontos de destaque nele, como o fato de ter um volume adaptativo no qual existe uma otimização do volume do som de acordo com o local. Além disso, a Sony conseguiu ajustar bem o microfone dos fones para dar maior nitidez nas ligações, e isso é essencial para quem está sempre realizando esse tipo de comunicação.

O som do Sony LinkBuds é mais voltado para as frequências médias (Imagem: Ivo/Canaltech)

"O som do Sony LinkBuds é voltado para quem gosta de frequência médias bem marcadas, pois o fone consegue ser eficaz nesse tipo de sonoridade."

— Jucyber

Bateria e conectividade

A conectividade do LinkBuds conta com o pareamento rápido via Bluetooth 5.2, que traz entre as diversas vantagens avanços tecnológicos que permitem maior estabilidade. Entretanto, esse fone da Sony apresentou falhas na recepção do sinal em diversas situações, e isso prejudicou consideravelmente a experiência de uso.

Outro ponto que deixou a desejar foi o alcance. A uma distância de 10 metros — sem barreiras para o sinal —, o áudio do dispositivo começou a “pipocar”, e a necessidade de reaproximação do aparelho conectado a ele foi o único meio desse incômodo parar.

Porém, nem só de defeitos vive o Sony LinkBuds. O fone possui compatibilidade com as principais assistentes virtuais do mercado: Google Assistente, Siri e Alexa.

App Headphones (Captura: Jucyber/canaltech)

Um elemento importante para complementar a usabilidade é o aplicativo “Headphones” no qual diversos fones de ouvido da Sony podem ser conectados, configurados e recebem atualização de firmware.

No que diz respeito à autonomia, o Sony LinkBuds conseguiu entregar mais do que o prometido. De acordo com a japonesa, o produto é capaz de proporcionar até 5 horas e 30 minutos de autonomia, porém, utilizando com o volume em 50%, consegui 7 horas e 24 minutos de energia.

O estojo ainda garante mais 2 recargas antes de precisar de mais bateria, e ainda tem como vantagem o carregamento rápido que proporciona 90 minutos de uso com apenas 10 minutos acoplado no case.

Ficha técnica

  • Dimensões: 4,1 x 4,8 x 3 cm (estojo);
  • Peso: 4,1 g (cada fone); 34 g (estojo);
  • IPX4
  • Resposta de Frequência: 20 Hz – 20 kHz;
  • Conexão: USB-C;
  • Bluetooth: 5.2.

Concorrentes diretos

Por se tratar de um fone importado, muitos usuários já ficam altamente inclinados a se interessarem mais por alternativas que já estejam em comercialização dentro do país. E essa é a maior vantagem do AirPods 3 em relação ao modelo da Sony.

O dispositivo da Apple traz poucas melhorias em relação ao seu antecessor, porém, para quem tem iPhone, a experiência sonora recebeu diversos aprimoramentos bem-vindos, como o Áudio Espacial.

Essa alternativa ao áudio 360° também dá uma imersão diferenciada ao som, mas é algo que atrai mais quem se empolga com essas tecnologias. Em relação ao preço, os AirPods 3 custam uma média de R$ 1.700 em varejistas do país, que é próximo do cobrado por importadores pelo LinkBuds.

AirPods 3 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Conclusão

O Sony LinkBuds é a prova de que nem sempre investir em inovação vai tornar o fone de ouvido extremamente relevante para o mercado. Isso porque o aparelho tem diversos recursos atrativos, e, mesmo assim, não se destaca.

A inteligência artificial implementada nele é admirável, pois ter a opção de clicar no acessório ou dar toques na área do seu rosto próxima aos ouvidos realmente é uma grata surpresa para a experiência de uso.

Porém, dentro do que eu esperava, não consegui ter uma usabilidade confortável. Além disso, senti o incômodo ao utilizá-los por horas, e isso pode ser ocasionado pelo tamanho da cavidade dos meus ouvidos, mas a Sony precisaria pensar em uma solução que fosse eficaz para todos.

Sony LinkBuds (Imagem: Ivo/Canaltech)

O som também não surpreende por ser equivalente a alguns modelos intermediários, e isso faz com que a caracterização dele como um produto premium não faça sentido quando o assunto é áudio.

Atualmente ele só pode ser adquirido via importação, e isso demanda um gasto próximo a R$ 1.500 quando somamos o preço em dólar com as taxas de importação. Logo, não faz sentido comprá-lo, já que existem alternativas muito melhores no Brasil, como é o caso do AirPods 3.