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Testamos o Galaxy A57: evolução discreta, mas importante

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Gabriel Furlan/Canaltech
Gabriel Furlan/Canaltech

O Galaxy A57não vai tentar te impressionar logo de cara. Ele não chega prometendo câmera revolucionária, desempenho de flagship ou recursos mirabolantes de IA. Em vez disso, a proposta é muito mais simples: ser um intermediário confiável, refinado e fácil de recomendar.

Depois de usar o aparelho por alguns dias, a sensação que tive foi justamente essa. O Galaxy A57 não é empolgante e nem tenta ser; ele aposta em equilíbrio e consistência, características fundamentais para se destacar dentro do seu segmento.

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Prós

  • Tela AMOLED de 120 Hz
  • Design mais premium
  • Boa autonomia de bateria

Contras

  • Desempenho abaixo de alguns rivais
  • Câmeras sem grandes avanços

Design: finalmente mais próximo da linha premium

Uma das mudanças mais perceptíveis está no visual. O A57 ficou mais fino e leve do que seu antecessor, chegando perto da aparência da linha Galaxy S. A estrutura em alumínio ajuda bastante nessa percepção e faz o aparelho parecer mais caro do que realmente é.

Na mão, ele passa uma sensação muito agradável. O peso reduzido e a espessura menor fazem diferença real no uso prolongado, principalmente para quem passa horas consumindo conteúdo.

Também gostei das bordas menores ao redor da tela. Elas ajudam a modernizar o conjunto e deixam o aparelho visualmente mais elegante.

O design está mais leve, fino e próximo da linha S, garantindo um visual mais premium para a linha.

Renato Moura Jr.

Tela: um dos grandes destaques

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A tela é provavelmente o melhor argumento do Galaxy A57. O painel Super AMOLED Plus de 6,7 polegadas com 120 Hz entrega ótima fluidez, cores fortes e brilho suficiente para uso externo. Assistir vídeos, navegar nas redes ou simplesmente rolar páginas é uma experiência agradável.

Outro detalhe interessante está no áudio. Os alto-falantes receberam melhorias e entregam um som mais encorpado que o modelo anterior, algo que normalmente passa despercebido na ficha técnica, mas aparece claramente no uso diário.  Para quem consome muito conteúdo, o A57 funciona muito bem.

Desempenho: bom para o cotidiano, limitado para entusiastas

O Galaxy A57 usa o Exynos 1680 acompanhado de 8 GB de RAM. No dia a dia ele funciona bem: aplicativos abrem rápido, multitarefa é estável e a navegação permanece fluida. Houve evolução em relação ao A56, inclusive com ganhos de desempenho perceptíveis.

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Contudo, existe um limite claro: jogos pesados rodam, porém ele não compete com intermediários focados em performance. Modelos rivais entregam mais potência bruta, principalmente para usuários que priorizam games ou tarefas mais intensas.

Outro ponto menos positivo é a permanência do USB 2.0 e do armazenamento UFS 3.1, que ficam atrás do que alguns concorrentes já oferecem.

Câmeras: competentes, mas sem ambição

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A câmera principal de 50 MP faz um bom trabalho durante o dia. As fotos têm cores agradáveis, boa definição e resultados consistentes para redes sociais. O problema é que o conjunto raramente vai além disso.

A ultrawide cumpre o básico e a macro de 5 MP parece mais uma “obrigação” de ficha técnica do que algo realmente útil, se tornando o elo mais fraco do conjunto. À noite a situação continua aceitável, mas sem brilho especial.

O A57 fotografa bem, só não compete com os melhores intermediários focados em câmera.

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Esse não é um celular pensado para se destacar em câmeras, mas o conjunto da Samsung sempre joga no seguro (e isso é bom).

Renato Moura Jr.

Bateria e software: o lado “Samsung” aparece forte

A bateria de 5.000 mAh entrega exatamente o esperado: autonomia confortável para um dia inteiro e carregamento de 45 W para reposições rápidas. Não impressiona, mas também não decepciona.

Em nosso teste padronizado de quatro horas, o aparelho usou apenas 17% da sua carga sob uso intenso. Isso resulta em aproximadamente 23 horas de autonomia sob uso contínuo, um número satisfatório para a categoria.

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Onde ele realmente ganha força é no software. A One UI 8.5 continua sendo uma das interfaces Android mais maduras do mercado. Ela é organizada, cheia de recursos e acompanhada por uma promessa longa de atualizações, algo que pesa bastante para quem pensa em ficar anos com o aparelho.

Esse talvez seja o diferencial mais importante do A57: ele transmite segurança.

Principais concorrentes

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O Galaxy A57 entra em uma faixa próxima dos R$ 2.300 a R$ 2.800 no Brasil, dependendo da versão e das promoções. Nesse segmento, ele enfrenta aparelhos que priorizam desempenho, câmeras ou ficha técnica mais agressiva.

Um dos rivais mais diretos é o Realme 15 Pro, encontrado na faixa de R$ 2.400 a R$ 2.900. O modelo aposta em hardware mais forte, carregamento mais rápido e desempenho superior em jogos, sendo uma alternativa interessante para quem prioriza performance. O Galaxy A57 responde com One UI mais madura, política de atualizações longa e integração mais refinada com o ecossistema Samsung.

Outro concorrente importante é o Motorola Edge 60 Pro, que costuma aparecer entre R$ 2.500 e R$ 3.000. Ele sobe o nível ao oferecer chip mais potente, câmeras mais versáteis e recarga muito rápida, ficando mais próximo de um top de linha acessível. Em contrapartida, o A57 entrega uma experiência mais equilibrada, especialmente para quem valoriza software estável e suporte prolongado.

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Fechando a lista está o Xiaomi 15T, normalmente vendido entre R$ 2.700 e R$ 3.200. É provavelmente o concorrente mais agressivo em especificações: traz mais RAM, bateria generosa, carregamento rápido de 67 W e conjunto fotográfico mais ambicioso. O Galaxy A57 tenta compensar com interface mais organizada, visual discreto e experiência de uso mais previsível no longo prazo.

Cada rival ataca um ponto diferente: o Realme 15 Pro mira desempenho, o Edge 60 Pro tenta entregar experiência “quase flagship” e o Xiaomi 15T aposta na ficha técnica. Já o Galaxy A57 permanece como a opção mais equilibrada para quem quer um intermediário premium sem grandes exageros.

Vale a pena?

O Galaxy A57 é um intermediário que joga no seguro. Ele não entrega a melhor câmera, não traz o maior desempenho e tampouco redefine a categoria, mas faz praticamente tudo bem: tem ótima tela, design refinado, software excelente e uma experiência consistente. Se isso importa para você, vale comprar o A57, sim.

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Ao mesmo tempo, o preço inicial deixa a disputa mais complicada. Existem concorrentes mais fortes em desempenho e fotografia, o que faz o A57 ficar mais interessante quando aparecer em promoções.

Esse é o típico celular para quem quer algo que simplesmente funcione bem todos os dias, sem surpresas, mas também sem grandes erros.