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Review Meta Quest 3 | O maior rival do Apple Vision Pro

Por| Editado por Léo Müller | 05 de Julho de 2024 às 15h55

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Review Meta Quest 3 | O maior rival do Apple Vision Pro
Review Meta Quest 3 | O maior rival do Apple Vision Pro

O Meta Quest 3 é o óculos realidade mista da dona do Facebook que compete com o Apple Vision Pro. Equipado com chipset Snapdragon XR Gen 2, o headset evolui bastante em relação ao Meta Quest 2 e entrega ótima experiência de computação espacial. Porém, o produto não é muito acessível no Brasil. Nas linhas a seguir, confira nossa avaliação do Meta Quest 3 para saber se vale a pena comprar um.

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Visual elegante e construção confortável

À primeira vista, o Meta Quest 3 tem visual parecido com o Quest 2. Ele tem a mesma estrutura em plástico, porém é mais fino e elegante. Na parte da frente, ficam quatro câmeras e um emissor de raios infravermelho entre elas.

Duas das câmeras fazem o rastreamento espacial ao analisar o ambiente em busca de conteúdo de realidade aumentada. Elas também ajudam a delimitar a área de movimentação na realidade virtual.

Já as outras duas são câmeras de passagem RGB que permitem visualizar o ambiente real em cores. Há também dois sensores de rastreamento espacial adicionais ficam ao longo da borda inferior do headset.

No corpo do dispositivo, ficam o seletor de distância pupilar e os botões de volume. Na lateral esquerda está a entrada USB-C para carregamento, com o botão de energia logo abaixo dela.

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A faixa de cabeça funciona como um arnês e tem três pontos de ajuste. É bastante simples deixar o Quest 3 confortável no rosto, mesmo usando óculos. Embora pese cerca de 515 gramas, o headset não escorrega, nem machuca a cabeça.

Meta Quest 3 melhora experiência do Quest 2

O Meta Quest 3 se parece bastante com o modelo da geração passada, mas melhora aspectos como processamento, conforto e oferta de aplicativos. Além de permitir imersão total em realidade virtual, como o Meta Quest 2, o modelo mais recente oferece modo de realidade mista.

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Como o nome implica, a realidade mista mistura elementos das realidades virtual e aumentada. Ao colocar os óculos, dá para ter visão do mundo real por meio das câmeras frontais e da interface do sistema ao mesmo tempo.

A experiência de usar o Meta Quest 3 pode ser definida simplesmente como “direto ao ponto”. Os óculos funcionam de forma independente, sem ligar a um computador ou a um videogame. Basta colocar o dispositivo no rosto e começar a usar.

Inclusive, a configuração dos óculos é bastante simples, sendo necessário apenas fazer login com uma conta da Meta. Ao usar as credenciais do Facebook ou do Instagram, o dispositivo cria automaticamente um perfil para usar o Espaço Meta Horizon.

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Nesse ambiente virtual, é possível encontrar outros usuários, assistir a conteúdos multimídia e abrir jogos online. Contudo, se o metaverso não for sua praia, dá para selecionar espaços diferentes e até manter a visualização do mundo real.

Apesar de permitir trocar a realidade a qualquer momento, o Meta Quest 3 tem algumas limitações que travam os usuários. Os detalhes sobre isso você confere logo abaixo.

Realidade mista só funciona em apps da Meta

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A realidade mista é o grande trunfo do Meta Quest 3. Porém, ela só funciona nos ambientes próprios da Meta — ou seja, para navegar pela interface do dispositivo ou pelos aplicativos desenvolvidos pela empresa.

Dá para abrir o navegador web, utilizar os apps de Instagram, Facebook e WhatsApp, conversar com contatos e interagir no metaverso, sem tirar os óculos do rosto. Aliás, no modo de realidade mista, é possível navegar pela interface utilizando somente as mãos e gestos com os dedos, assim como no Apple Vision Pro.

As câmeras que permitem acessar a visão do ambiente são competentes e contam com opção de ajustar a temperatura da luz. Embora exista certa granulação, especialmente em ambientes com pouca iluminação, a imagem tem atraso quase nulo e mantém a perspectiva dos objetos ao redor.

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Durante os testes, usar a realidade mista do Meta Quest 3 foi uma experiência bastante confortável e fluida. Para uso profissional, como em apresentações de projetos, a tecnologia amplia as possibilidades de interação com os conteúdos de forma simples e prática.

Ao abrir aplicativos de terceiros, porém, os óculos exigem imersão completa na realidade virtual. Nesse modo, inclusive, é obrigatório utilizar os controles físicos — que precisam de uma pilha AA cada um para funcionar.

Em jogos, como Beat Saber, e até em aplicativos de streaming, como o Prime Video, não existe opção de utilizar a realidade mista. O Meta Quest 3 “prende” o usuário na imersão total até o app ser encerrado manualmente.

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Apesar do dispositivo calcular o ambiente ao redor antes de ativar a imersão, o rastreamento não é tão preciso. Por isso, é preciso ter cuidado para não bater em algum móvel ou levar um tombo sem querer.

O único dispositivo de segurança são as correias que prendem os controles aos pulsos. Por falar neles, ambos os controladores Touch Plus são confortáveis, leves e contam com tecnologia de retorno tátil igual ao DualSense, do PlayStation 5.

Desempenho de sobra com chipset Snapdragon XR2 Gen 2

Tanto em realidade virtual quando na mista, o Meta Quest 3 tem desempenho de sobra para rodar qualquer aplicativo com muita agilidade e sem qualquer engasgo. Todos os jogos rodam a pelo menos 60 quadros por segundo, e a transição entre apps é fluida.

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O alto desempenho é obra do chipset Snapdragon XR2 Gen 2, com GPU Adreno, que é 2,5 vezes mais veloz que o chip do Meta Quest 2.

Mesmo na visão do ambiente real com imagens coloridas, o óculos entrega 10 vezes mais pixels que o dispositivo da geração passada e três vezes mais que o Quest Pro. Além disso, o dispositivo ostenta 8 GB de memória RAM e áudio embutido de ótima qualidade.

Em termos técnicos, cada lente do Meta Quest 3 tem resolução de 2.064 x 2.208 pixels. Com isso, é possível enxergar detalhes nas imagens com muita clareza e cores vivas, auxiliando na imersão completa durante o uso.

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O Snapdragon XR2 Gen 2 é bem otimizado para uso no dia a dia, mas ele trabalha com mais intensidade na visão do ambiente real e ao executar apps de produtividade mais exigentes. Nesses casos, o parte da frente do dispositivo esquenta um pouco.

Bateria é o principal ponto fraco

Embora o Meta Quest 3 seja melhor que geração passada, a bateria ainda é um ponto fraco do aparelho. Assim como no Quest 2, a autonomia fica entre duas e três horas de uso contínuo, dependendo dos aplicativos.

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Em tarefas que exigem mais do Snapdragon XR2 Gen 2, como na visão do ambiente real, a bateria cai bem rápido. Já em aplicativos que usam a imersão total da realidade virtual, a autonomia tende a ser um pouco maior.

Desde o lançamento, o Quest 3 recebe melhorias que melhoram a eficiência energética do processador. Contudo, ainda faltam alguns avanços para conseguir manter o aparelho ligado por pelo menos um dia de trabalho.

Ainda no tópico da bateria, os controladores Touch Plus precisam de uma pilha AA em cada um para funcionarem. Para evitar esse empecilho, a Meta podia ter incluído uma base de carregamento junto ao headset.

Aplicativos e conectividade

O Meta Quest 3 tem biblioteca de aplicativos retrocompatível com o Quest 2. Isso significa que todos os apps que funcionam na versão antiga do dispositivo continuam abrindo sem problemas no modelo mais novo.

A Meta também lança programas exclusivos para o Quest 3 que aproveitam os recursos de realidade mista. Um exemplo é a área de trabalho virtual, que permite espelhar um computador com Windows nos óculos.

Vale mencionar, porém, que conectar o Quest 3 a outros aparelhos por Wi-Fi não é uma tarefa tão simples. É difícil até mesmo espelhar o conteúdo do óculos na televisão ou no celular, e a experiência no final fica esquisita.

O cabo Meta Link ainda é a melhor forma de conectar o Meta Quest 3 a um computador. Ele é vendido separadamente, mas dá para usar versões antigas do componente, sem problemas.

Afinal, vale a pena comprar o Meta Quest 3?

O Meta Quest 3 ocupa vale a pena por ocupar atualmente o posto de óculos de realidade mista mais balanceado e acessível do mercado, considerando preço em dólares. 

A versão mais básica do aparelho custa US$ 500 (cerca de R$ 2,7 mil, em conversão direta). Porém, só é possível comprar no Brasil por importação.

Ele não é tão caro quanto o Apple Vision Pro, mas entrega recursos avançados de computação espacial, imersão completa em realidade virtual, alto desempenho e uma vasta biblioteca de apps.

O headset funciona muito bem e garante ótima experiência de realidade mista. Os entusiastas da tecnologia não irão se decepcionar com ele, mas vai demorar para esse tipo de equipamento se tornar popular.

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