CPUs Intel Panther Lake agora podem usar até 93% da memória RAM na iGPU
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira |

A Intel lançou uma importante atualização para o seu driver Arc (versão 32.0.101.8804) que expande drasticamente a capacidade de memória utilizável por suas GPUs integradas. A grande novidade é a inclusão do suporte a série Core Ultra Series 3 (Panther Lake), permitindo que as iGPUs usem até 93% da memória RAM total do sistema para uso em processamento gráfico e inteligência artificial.
A Intel afirma que, em um notebook ou estação de trabalho equipado com 64 GB de RAM, é possível alocar até 59,5 GB de memória à disposição imediata da iGPU, como a poderosa Arc B390. O teto anterior para as gerações passadas estava limitado a 87% da memória compartilhada.
Novidade garante melhoria de desempenho em CPUs compatíveis
De acordo com as notas da Intel, essa mudança gera um ganho de desempenho de até 15% na velocidade de renderização no software Blender usando as iGPUs Arc da linha B, além de uma melhora de 5% em gráficos integrados de gerações anteriores.
Diferente da abordagem da rival AMD, onde o sistema exige que os usuários repartam manualmente a memória em blocos na BIOS, a solução da Intel funciona de forma totalmente automática e dinâmica no Windows 10 e Windows 11. O sistema redireciona a RAM sob demanda e devolve os recursos à CPU quando a carga gráfica diminui.
Apesar de o avanço ser considerado um marco para quem trabalha com computação visual longe de uma tomada, a memória RAM do sistema, que nas CPUs Panther Lake é do padrão LPDDR5X, possui uma largura de banda consideravelmente menor quando comparada à memória de vídeo de placas de vídeo dedicadas. Enquanto a RAM do sistema alcança médias de 68 GB/s a 150 GB/s, uma placa dedicada de notebook de nova geração pode alcançar taxas muito superiores, passando de 400 GB/s.
Ainda assim, a capacidade de carregar modelos de linguagem local (LLMs) ou cenas complexas de modelagem 3D de 50 GB diretamente na iGPU evita travamentos e viabiliza tarefas complexas em notebooks ultrafinos.
Fonte: Intel