Uber compra sua maior concorrente no Oriente Médio por US$ 3,1 bilhões

Por Thaís Augusto | 27 de Março de 2019 às 08h33
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A Uber expandiu ainda mais o seu domínio no Oriente Médio. A empresa anunciou nesta terça-feira (26) a aquisição de sua principal concorrente na região, a Careem, por US$ 3,1 bilhões. O acordo é considerado o maior realizado entre empresas de tecnologia naquela região.

Com o negócio, a Uber consegue um significativo acesso à população de 600 milhões de pessoas que moram ali. A maior parte dos habitantes tem menos de 30 anos e vive em centros urbanos. A notícia é ainda mais positiva para a Uber porque a empresa está prester a lançar sua oferta inicial de ações (IPO) para se tornar uma companhia de capital aberto.

Segundo a Uber, a transação de US$ 3,1 bilhões consiste em US$ 1,4 bilhão em dinheiro e US$ 1,7 bilhão em convertible notes (títulos de dívida convertíveis em ações da empresa).

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A Careem continuará a operar de forma independente sob a liderança de seu cofundador e CEO Mudassir Sheikha e o também cofundador Magnus Olsson.

"O que eles construíram é realmente extraordinário. Eles são empreendedores de primeira classe que compartilham nossa visão de plataforma e, como nós, lançaram uma ampla gama de produtos – desde pagamentos digitais até entrega de alimentos – para atender aos consumidores", elogiou o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, em comunicado.

Planos

Khosrowshahi também contou que o negócio permite que a Uber teste novos produtos (e a recepção de usuários) em duas fortes marcas. No futuro, ainda segundo ele, a Uber e a Careem integrarão parte de suas redes em uma tentativa de reduzir o tempo de espera dos passageiros. A mudança será realizada de forma gradual.

A aquisição deve ser concluída no primeiro trimestre de 2020, quando o negócio for aprovado nos Estados Unidos e países do Oriente Médio. "Como as duas empresas continuarão operando separadamente após a aquisição, muito pouco mudará nas operações diárias das equipes após o fechamento", comentou Khosrowshahi.

A Careem, sediada em Dubai, opera em mais de 120 cidades que se estendem do Marrocos ao Paquistão. Depois de levantar um financiamento de US$ 200 milhões no ano passado, a startup lançou um serviço de entrega em Dubai e Jeddah, na Arábia Saudita, em dezembro. A Uber, enquanto isso, lutava para acompanhar a rival regional, apesar de vencê-la em termos de receita.

Além de compartilhar o mesmo setor, Uber e Careem também enfrentaram os mesmos obstáculos no Oriente Médio. Até fevereiro deste ano, as duas empresas estavam proibidas de operar no Egito após a feroz oposição dos taxistas locais. Assim como a Uber, a Careem também sofreu uma violação de dados que afetou 14 milhões de passageiros e 558.800 motoristas no início do ano passado, embora não tenha revelado a informação até abril daquele ano.

A operação da Uber no Oriente Médio começou em 2014. Hoje, a empresa opera na região com serviços como o Uber Boat e o Uber Bus, alternativas de transporte para fugir do congestionamento e dos preços altos.

No Uber Bus, quando um motorista recebe um chamado, o sistema passa a procurar por outros usuários que estão seguindo para o mesmo caminho (Imagem: Divulgação / Uber)

Fonte: Engadget

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