Empresas brasileiras adotam realidade aumentada para impulsionar vendas online

Empresas brasileiras adotam realidade aumentada para impulsionar vendas online

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 06 de Agosto de 2021 às 15h00
Divulgação/ R2U

A realidade aumentada é um conceito relativamente novo para o grande público, que provavelmente teve sua primeira experiência do tipo com o game para celular Pokémon Go, há cinco anos. Recentemente o Google também investiu nisso de forma lúdica, para usarmos a câmera do celular para animais selvagens e dinossauros virtualmente em nossas casas. Mas no comércio, as experiências ainda são tímidas, apesar de promissoras.

Aproximadamente 40% dos compradores estariam dispostos a pagar mais por um produto se ele oferecesse uma experiência de realidade aumentada, de acordo com um estudo da Global Logic, consultoria de produtoos digitais da Hitachi. Lá fora, a rede Ikea disponibiliza o recurso para os clientes verem como ficam na sala os móveis que querem comprar. No Brasil, a Coral tem um app para visualizar como a cor da parede escolhida ficará no seu cômodo.

Alguns dos estúdios que trabalham com realidade aumentada por aqui são a Bugaboo, a Studio Kwo, a VR Monkey — que tem clientes do porte de Intel e Samsung — e a startup R2U. Esta última fornece a ferramenta para empresas como as lojas de móveis Wood Prime e Mobly, a fabricante de eletrodomésticos Electrolux e a rede de artigos para casa Leroy Merlin.

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Imagem: Reprodução/UNIBOA/Unsplash

A Wood Prime afirma ter apresentado um aumento nas vendas de 102% no ano passado, em comparação com 2019, após adotar o recurso. A Mobly fala em crescimento de 115% no tempo que os clientes passam no site da loja. E claro, a própria R2U também cresceu: 153% no faturamento no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2020. Conta hoje com 35 clientes, sendo 32 varejistas.

O fato de muita gente ter reforçado suas compras pela internet após a pandemia de COVID mostra como o recurso pode ser importante daqui para a frente, ao simular algo próximo da sua interação com o mundo real. "A pandemia aumentou o desafio dos nossos clientes em visualizar como um móvel personalizado ficaria em seus espaços", comenta Diego Soledade, fundador e CEO da Wood Prime.

Como desafios, temos principalmente dois: o cultural, já que grande parte dos consumidores ainda prefere ir à loja física do que usar realidade aumentada; e o tecnológico, pois nem todo mundo tem o traquejo para usar essas aplicações. Ou mesmo rodá-las de forma suave nos seus celulares, principalmente nos modelos mais simples. Mas com a computação em nuvem terceirizando o processamento pesado, isso deve ser um problema cada vez menor.

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