Apple, Disney e outras gigantes pediram mais de US$ 1 tri em empréstimos em 2020

Por Felipe Ribeiro | 27 de Maio de 2020 às 16h48
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Além de toda a questão sanitária, o mundo enfrenta uma grande crise econômica por causa da pandemia do novo coronavírus, e ela também está atingindo grandes empresas. Segundo dados levantados pelo Financial Times, gigantes como Apple, Disney, Oracle, Boeing e AT&T já somam mais de US$ 1 trilhão em empréstimos e socorros financeiros somente nos cinco primeiros meses de 2020.

A gigante do software Oracle, a fabricante de aeronaves Boeing e a gigante das telecomunicações AT&T foram as que mais sofreram, com a emissão de títulos corporativos no valor de US$ 25 bilhões, US$ 20 bilhões e US$ 12,5 bilhões, respectivamente, muito acima do padrão dos últimos anos, quando empresas desse porte, somadas, chegam a captar US$ 1,3 trilhão durante o ano todo. Quando vamos para os empréstimos, até maio, estão registradas cifras na casa os US$ 200 bilhões, o maior valor desde 1990.

O que acontece é que as empresas conseguem levantar dinheiro com esses títulos corporativos junto aos seus investidores em troca de cupons especiais, sempre pagando juros, até que a dívida seja quitada. Para estimular essa prática, o Federal Reserve, que é o "Banco Central dos Estados Unidos", reduziu sua taxa de juros para módicos 0,25%.

Tim Cook, da Apple, tem tido dificuldades na gestão da Apple em meio à crise da COVID-19

Essas medidas, porém, afetaram o "rendimento" vinculado a títulos com grau de investimento, como os emitidos pela Apple e pela Oracle. No início de 2020 (antes do COVID-19), os compradores de títulos corporativos receberiam retornos de 2,9%. Agora, é provável que eles gerem 2,6% em média.

A Maçã se aproveitou disso quando, no início desse ano, vendeu quatro títulos corporativos diferentes, levantando algo em torno de US$ 8,5 bilhões, com prazos para pagamento variando de três a 30 anos. As versões com prazos mais curtos, ou seja, três e cinco anos, tiveram juros de 0,75% e 1,125%, respectivamente. Para quitar, a gigante de Cupertino disse que usaria os fundos para pagar dividendos e recomprar suas próprias ações.

É bom lembrar que, entre essas empresas citadas, a Boeing já estava em uma profunda crise, que acontece bem antes da existência da COVID-19. A fabricante de aviões estava à beira do colapso por conta da interrupção das vendas e operações do Boeing 737 MAX, que foi pivô de dois acidentes na Indonésia e na Etiópia por conta de falhas em seu sistema de segurança.

São esperados mais aportes e compras de títulos por parte do Federal Reserve, na ordem de US$ 1,8 bilhão, que devem contemplar a própria Boeing e a AT&T.

Fonte: The Next Web, Financial Times

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