Navegador Mint é bom? Confira a nossa análise completa

Navegador Mint é bom? Confira a nossa análise completa

Por Douglas Ciriaco | 27 de Fevereiro de 2021 às 12h00
Divulgação/Xiaomi

Mudar de navegador nem sempre é algo simples, mas basta dar uma olhada nas vastas opções disponíveis nas lojas de apps para ficar com a pulga atrás da orelha. É inegável que o Chrome ou o Samsung Internet Browser são ótimos, mas você pode estar atrás de uma alternativa e, nessa busca, se viu diante do Mint.

Trata-se aqui de um navegador da Xiaomi, uma das opções que a empresa oferece para navegação mobile, e desponta como uma escolha leve, com foco em navegação e capaz de garantir fluidez e personalização para quem navega na web. Ele já esteve envolvido em questões de privacidade, mas agora tudo parece resolvido, então, fica a pergunta: o Mint é um bom navegador?

Mint é a outra aposta da Xiaomi para os navegadores mobile (Imagem: Douglas Ciriaco/Captura de tela)

Ficha técnica

  • Mint Browser (Android)
  • Versão: 3.7.2
  • Testado no Android 10

Destaques positivos

  • Leve
  • Bloqueador de publicidade
  • Modo leitura
  • Sincronização de conteúdo

Destaques negativos

  • Não abre páginas em aplicativos instalados
  • Sem versão para computadores
  • Modo escuro problemático

Leveza e personalização

A grande atração aqui é o fato de o Mint ser um navegador bem leve, o que o torna indicado especialmente para celulares antigos ou menos potentes. Ele conta ainda com um modo de economia de dados, função útil para quem precisa navegar na web usando o plano de dados móveis e não quer nenhuma surpresa negativa nesse sentido.

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Nesse sentido, de recursos, o Mint é bastante personalizável. Ele permite ocultar a barra de endereços ao deslizar a tela ou não, pode ter ativadas funções como sempre abrir novas guias anônimas por padrão ou até mesmo um aviso toda vez que você for sair do navegador (evitando fechamentos acidentais, por exemplo).

E tudo isso flui bem, apesar de algumas falhas em termos visuais mesmo — alguns recursos são dispostos em frases muito longas nas configurações, o que simplesmente impede que o usuário tenha uma compreensão exata do que diz ali. Claro que é possível presumir o que está escrito ali se você for experiente nesses apps, mas novatos podem encontrar dificuldade aqui.

Sem publicidade e paz para ler

As opções de bloquear publicidade de forma nativa vêm se tornando cada vez mais comum e, apesar de isso jogar contra um site como o Canaltech, cuja parte da receita vem também dos anúncios que pingam aqui e ali, como usuário, é bom poder contar com um recurso que torna a navegação muito mais leve e visualmente agradável.

O bloqueador de anúncios do Mint é fácil de ser ativado e até avisa quantos foram bloqueados quando você acessa uma página, algo simples e direto ao ponto do jeito que a gente gosta. Sendo assim, conta pontos a favor do app da Xiaomi.

Modo leitura é um recurso sempre bem-vindo (Imagem: Douglas Ciriaco/Captura de tela)

O modo leitura é algo que deveria ser obrigatório em todo e qualquer navegador que se preze. Além de bloquear publicidade, essa função elimina qualquer distração que possa haver em uma página da web e foca no texto, funcionando muito bem por aqui e com direito à personalização (você pode mudar tamanho da fonte e esquema de cores, por exemplo).

Conteúdo sincronizado

Apesar de não ter uma contraparte para desktops, o Mint oferece um sistema de sincronização bem honesto e fácil de usar. Basta fazer login e decidir se você quer sincronizar histórico de navegação e configurações na nuvem, ou seja, isso vai permitir que você utilize o navegador em outro dispositivo Android sem perder nenhum dado nessa migração.

Ele não permite compartilhar abas abertas entre os diferentes aparelhos, por exemplo, o que é um ponto negativo, mas funciona bem e vai deixar você não perder sites registrados em seu histórico de navegação.

Atalhos práticos

Uma das surpresas legais do Mint é a função que monitora a sua área de transferência a fim de identificar links copiados em outros lugares. Quando isso acontece, o aplicativo emite uma notificação para que você abra a URL no navegador rapidamente, sem ter que ir até ele de forma manual para colar a informação na barra de endereços.

Entre os atalhos práticos estão ainda um painel com jogos online (algo que também dá as caras no Mi Browser) e fácil acesso a favoritos e sites mais acessados a partir da tela nova guia.

Modo escuro: poderia ser melhor

O modo escuro é de praxe atualmente e cada vez mais aplicativos oferecem tal recurso. O Mint não fica de fora desta dança, porém, o resultado final não é tão satisfatório. Ele escurece todo o site, não apenas a barra de navegação, mas “esquece” de clarear a fonte utilizada na página, ou seja, se os caracteres estão numa cor escura, é quase impossível lê-los normalmente.

Modo leitura na versão escura não funciona muito bem (Imagem: Douglas Ciriaco/Captura de tela)

Essa falha praticamente inviabiliza o modo escuro, mesmo que a alternância entre isso e a versão clara do navegador esteja a dois toques na tela de distância.

Sem atalho para aplicativos

Diferente do Firefox, que permite abrir uma página no aplicativo (quando é o caso) por meio de um atalho no menu, o Mint não conta com algo assim. Apesar de isso ainda ser um privilégio quase exclusivo do navegador da Mozilla, a ausência em outros navegadores limita a navegação e entra na lista de pontos negativos.

Mint é um bom navegador?

A resposta curta é sim, é um bom navegador. Ele tem algumas falhas pontuais que se corrigidas aprimorariam a experiência de uso, mas no geral não deixa a desejar. Diferente do Mi Browser, espécie de irmão mais parrudo que funciona como um canivete suíço, o Mint prima pela simplicidade, mas traz alguns extras bem legais que o tornam uma ótima opção para quem busca um navegador leve, bonito e funcional.

Você já usou o Mint? Qual a sua opinião sobre ele? Diga aí embaixo, nos comentários.

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