Apple dificulta a vida de pequenos anunciantes com o novo Safari

Por Redação | 06 de Junho de 2017 às 16h37
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Sabemos que tudo o que fazemos enquanto navegamos na internet é rastreado de alguma forma. E muito dessa “espionagem” serve para que recebamos publicidade condizente com nossos interesses. Para combater essa prática, a Apple anunciou na última segunda-feira (05) durante a WWDC que a versão do Safari que virá com o macOS High Sierra será equipada com um sistema que previne cookies de rastreamento de terceiros, chamado Intelligent Tracking Prevention.

Segundo Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, isso não significará o fim da publicidade durante a navegação, mas sim aumentará a privacidade do usuário Apple. Na versão mobile, o Safari já vinha trabalhando para bloquear determinados conteúdos publicitários desde o iOS 9, mas tudo isso também será aprimorado com o lançamento do iOS 11.

Com a nova política de cookies do Safari, que usará aprendizagem de máquina para identificar o comportamento de cookies de rastreio, o navegador colocará um limite rigoroso sobre o tempo que aquele cookie pode se manter, como um período de 24 horas, por exemplo, após a visita, e excluindo completamente qualquer rastro que tenha mais de 30 dias. Então,se você pesquisar sobre um casaco, você deverá ver anúncios relacionados a esse casaco por um dia, mas não por mais tempo do que isso.

Com isso, o Google e o Facebook sairão em frente na corrida pela publicidade virtual. O motivo? Bom, como a maioria das pessoas que estão na internet usam diariamente algum serviço das duas empresas, esse prazo de 24 horas para a remoção dos cookies de rastreamento não mudará muita coisa. Afinal, estando todos os dias conectado ao Gmail ou realizando buscas e acessando seu Facebook, o usuário continuará alimentando as engrenagens que fornecem publicidades direcionadas. E mesmo que o usuário não esteja com o Facebook ou o Google abertos, ele ainda permanece conectado de alguma forma com seus servidores, por meio de serviços paralelos que utilizam essas contas para efetuar o login.

Sendo assim, a coisa começará a ficar mais complicada para as empresas que não são tão poderosas como o Google e o Facebook, que terão mais dificuldade para fazer com que seus conteúdos publicitários apareçam para o usuário. Por outro lado, o usuário ficará mais tranquilo sabendo que tudo o que ele está fazendo enquanto navega na rede está sendo monitorado por um tempo bastante reduzido.

Fonte: The Verge

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