Sem alarde, Tidal começa a operar no Brasil

Por Redação | 18 de Junho de 2015 às 15h39

Quem se perguntava quando o Tidal, a promessa do rapper americano Jay-Z de revolucionar o mercado de streaming musical, chegaria ao Brasil, já tem a resposta. Sem anúncios prévios nem alarde, a plataforma ganhou versão em português nesta quarta-feira (17). Apesar de ainda não poder ser acessada pelos usuários, a proposta que chamou tanta atenção em seu evento de lançamento, realizado em março, já tem informações e preços oficiais por aqui.

No Brasil, o funcionamento será exatamente o mesmo que lá fora. O Tidal conta com uma opção de testes gratuitos por 30 dias e, na sequência, passa a operar única e exclusivamente por meio de assinaturas. Os valores mensais serão de R$ 14,90 pelo pacote Premium, com qualidade média de som e vídeos em alta definição, ou R$ 29,90 pela opção HiFi, que traz faixas com alta fidelidade de som e sem compressão alguma.

Além do portfólio, apoio e presença de artistas de renome como Beyoncé, Taylor Swift, Kanye West e, claro, o próprio Jay-Z, o Tidal conta ainda com um sistema de curadoria especializado. Críticos musicais, artistas e especialistas indicam as melhores faixas em sua preferência, enquanto um sistema automatizado reconhece o que o próprio usuário gosta de ouvir e dá novas sugestões para ele. O catálogo conta com 30 milhões de músicas e 75 mil vídeos.

O cadastro exige dados pessoais e, para pagamento, um número de cartão de crédito ou uma conta no PayPal. É claro, o período de testes gratuitos começa a valer apenas no momento em que a plataforma chegar oficialmente ao país, o que deve acontecer no começo do segundo semestre deste ano.

Na conversão, são valores inferiores aos cobrados hoje nos Estados Unidos. Por lá, onde o Tidal já funciona desde março, os pacotes custam, respectivamente, US$ 10 e US$ 20, ou seja, cerca de R$ 30 e R$ 60. Esse aspecto pode indicar o real intuito de trabalhar por aqui, com preços mais compatíveis à realidade brasileira e também às propostas dos concorrentes. O Spotify, por exemplo, cobra R$ 14,90 ao mês por acesso Premium, com a possibilidade de download de músicas para o dispositivo móvel e a ausência dos anúncios que suportam a versão gratuita.

E é justamente nesse ponto que se concentra a grande batalha atual dos serviços musicais pela preferência dos usuários. Devido à sua opção gratuita, o Spotify sofre bastante pressão de gravadoras e artistas pelo baixo pagamento de royalties, além de ter uma operação pouco rentável. Enquanto isso, novos expoentes como o Apple Music e o próprio Tidal investem em um sistema que conta com a parceria de artistas e o foco apenas nas assinaturas. Resta saber, apenas, de que lado os ouvintes vão ficar.

Fonte: Tidal

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