Jimmy Iovine deve deixar Apple Music para se tornar consultor

Por Felipe Demartini | 22 de Março de 2018 às 12h18
TUDO SOBRE

Apple

Jimmy Iovine deve mesmo deixar a administração do Apple Music, tornando-se consultor da empresa de Cupertino. É o que indicam novas informações publicadas nesta quinta-feira (22) e que ecoam a rumores antigos de que o produtor musical e empresário estaria se afastando cada vez mais de suas responsabilidades na empresa para seguir novos rumos profissionais, mas sem se desligar completamente dela.

Em janeiro, Iovine já havia negado os boatos que corriam desde 2017, afirmando publicamente que não pretendia deixar a Apple “por enquanto”. Entretanto, nos bastidores, o que os rumores citavam como uma situação de “não pertencimento” continuava, em um caráter que, inclusive, já havia levado à saída de outros executivos da Beats, como o rapper Dr. Dre, cofundador da marca que teria assumido um papel menos gerencial e mais focado no conteúdo, com direito, inclusive, à produção de uma série original para a marca.

As fontes responsáveis pela divulgação da informação apontam que a saída de Iovine do cargo gerencial e sua presença apenas em um papel de consultoria, entretanto, é uma situação que beneficia a todos. Ele pode seguir novos rumos profissionais ao mesmo tempo em que embolsa todo o pagamento oriundo da compra da Beats pela Apple – essa compensação vence em agosto, no que não seria uma coincidência.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Enquanto isso, a Apple mantém as relações de Iovine com a indústria fonográfica, consideradas essenciais para a transformação do Music na plataforma que é hoje. Justamente por conta de tais contatos, o produtor mantinha um papel mais ligado aos bastidores do serviço e não agia como face pública dele, trabalhando em negociações, acordos de exclusividade e contatos com gravadoras e artistas.

Um dos motivos por trás dessa separação estaria ligado à mudança de marca. Por mais que em sua faceta de fabricação de fones e equipamentos de áudio a Beats continue ativa e seja considerada um objeto de desejo, o mesmo não poderia ser dito, pelo menos pelos executivos oriundos dessa época, do Apple Music. A integração do serviço musical ao portfólio da Maçã teria transformado o caráter da plataforma em algo mais com a “cara” da empresa de Cupertino do que de seus fundadores originais, o que estaria levando, agora, a esse movimento de saída.

As mudanças, porém, não incomodariam nenhuma das partes envolvidas e seria vista como um reflexo comum do processo de fusão. Enquanto isso, os números continuam aumentando – o Apple Music já é um dos principais serviços do mercado de streaming e, mesmo funcionando apenas por meio de assinaturas, já conta com 38 milhões de usuários, estando em um bom caminho para fazer frente ao Spotify.

Fonte: The Wall Street Journal

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.