Nos EUA, CDs e vinis venderam mais que músicas no iTunes em 2018

Nos EUA, CDs e vinis venderam mais que músicas no iTunes em 2018

Por Renato Mota | 06 de Março de 2019 às 13h10
FirmBee/Pixabay

Pelo terceiro ano consecutivo, as receitas de serviços de assinatura paga, incluindo Spotify, Apple Music, Tidal e outros, impulsionaram o crescimento da indústria musical nos Estados Unidos. Em 2018, a receita de música gravada no país cresceu 12%, atingindo US$ 9,8 bilhões de faturamento, de acordo com um relatório divulgado pela Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA).

As assinaturas de streaming atingiram em 2018 a marca de 50 milhões de usuários, com um crescimento de 42% em relação ao ano anterior, o que representou ainda um aumento de 33% no faturamento. Em média, mais de um milhão de novas assinaturas foram adicionadas mensalmente. Por outro lado, as vendas de downloads digitais e discos físicos caíram 25,1% e 40%, respectivamente.

As receitas de plataformas de streaming contribuíram com 75% da receita total para 2018 e representaram praticamente todo o crescimento de receita do ano. A categoria de streaming inclui tanto os serviços pagos de assinatura premium quanto os suportados por anúncios (como YouTube, Vevo e Spotify), além de rádios na internet, como Pandora, SiriusXM e outros.

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As receitas de músicas e álbuns digitais, como o iTunes, diminuíram pelo sexto ano consecutivo. Os downloads, que representavam 42% das receitas em 2013, hoje representam apenas 11% do mercado. No varejo, os CDs caíram 34% para US$ 698 milhões — pela primeira vez renderam menos de um bilhão de dólares desde 1986. Os discos de vinil vão na contramão dessa tendência e aumentaram 8% suas vendas, atingindo US$ 419 milhões de receita, o nível mais alto desde 1988. Juntos, CDs e vinis hoje são responsáveis por 12% de todo o mercado.

Fonte: Riaa

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