WWDC 2015: Apple Music é anunciado oficialmente

Por Felipe Demartini | 08 de Junho de 2015 às 16h03

Depois de alguns anos, uma apresentação da Apple voltou a contar com a surpresa ao final, o famoso “one more thing”. E a bola da vez, como já era esperado, foi o Music, o tão aguardado serviço de streaming musical da Maçã, que surgiu a partir da compra da Beats Electronics, realizada no ano passado.

Como já se especulava, o serviço vem para rivalizar com nomes como Spotify, Rdio e o recente Tidal. A ideia é utilizar toda a força da iTunes Store, um nome já reconhecido mundialmente, e aliá-lo a sistema de recomendação de músicas, transmissão online e, acima de tudo, uma conexão entre artistas e fãs que servirão para que toda a seleção de faixas seja realizada.

Em uma primeira vista, não há nada de muito novo aqui. A Apple continuará a trabalhar com gravadoras e empresas da indústria fonográfica para entregar os principais lançamentos do mundo da música. Só que agora, em vez de compras e downloads, a ideia é que o usuário possa ouvir tudo online, criando listas de reprodução em tempo real e contando com indicações de acordo com a própria utilização.

Apple Music

A diferença parece estar na parceria com artistas e grandes nomes do segmento, que trarão duas das outras bases do Apple Music. Além da música sob demanda, a Maçã também terá, no lançamento, três rádios sendo transmitidas ao vivo, 24 horas por dia e sete dias por semana, a partir de cidades como Los Angeles, Londres e Nova York.

No Beats 1, como está sendo chamada a função, a conexão com os ouvintes também será a responsável pela curadoria de conteúdo, indicando a quem as pessoas querem escutar. DJs conceituados já estão nessa, e a ideia da Apple é adicionar novas cidades e nomes de acordo com o passar do tempo, trazendo mais seleções locais para a plataforma.

O Apple Music também vai permitir que os usuários se conectem diretamente com os artistas. Assim, eles podem ouvir não apenas todo o portfólio de canções oficiais, mas também ter acesso a fotos dos bastidores, postagens mais pessoais e trabalhos em progresso, no que, acredita a companhia, será um dos incentivos para manter as pessoas utilizando a novidade.

Como em uma rede social, é possível ver uma lista de postagens em um sistema de linha do tempo. Na apresentação, por exemplo, foi possível ver um caderno com letras escritas a mão por Chris Cornell ou fotos e vídeos de bastidores de gravações da banda Alabama Shakes. Novos artistas também terão espaço, com sugestões aparecendo em meio a nomes consagrados do meio, muitas vezes com lançamentos exclusivos do Apple Music.

Tudo junto e misturado

Apple Music

É claro que, com o lançamento, a Apple não faria de seu sistema uma plataforma isolada. Na WWDC, a empresa também exibiu de que forma é possível usar a Siri para abrir automaticamente a biblioteca de música, pedindo que ela toque uma faixa específica ou, por exemplo, reproduza a lista de mais ouvidas do momento ou de qualquer ponto no passado.

A assistente de voz também é capaz de realizar pesquisas mais inteligentes. Ao receber um pedido para tocar a música do filme “Selma – Uma Luta pela Igualdade”, ela foi capaz de reproduzir “Glory”, do rapper Common em parceria com John Legend, a canção ganhadora do Oscar em 2015. Aqui, porém, houve um erro e, na primeira tentativa, a Siri não foi capaz de entender exatamente o que estava sendo pedido, mostrando que o sistema ainda precisa de incrementos para funcionar perfeitamente.

Quando e, principalmente, quando?

O Apple Music tem lançamento previsto para o dia 30 de junho em mais de 100 países – não sabemos ainda se o Brasil faz parte dessa lista. O sistema vai funcionar em todos os dispositivos da Apple que rodarem do iOS 8 em diante, além do iTunes para Mac OS X e Windows. Uma versão Android também está em desenvolvimento e deve chegar nos próximos meses.

E, como esperado, o serviço funcionará exclusivamente por meio de assinaturas. Todos os interessados terão acesso a uma prévia de três meses gratuitos e, depois disso, passam a pagar uma taxa mensal de US$ 9,99, cerca de R$ 30, por licenças individuais. “Pacotes família” também estarão disponíveis por US$ 14,99, aproximadamente R$ 45, permitindo que até seis pessoas ouçam músicas ao mesmo tempo.

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