WhatsApp libera IA de terceiros novamente no Brasil após nova decisão do Cade
Por Bruno De Blasi | •

O WhatsApp voltou a liberar IAs de terceiros no Brasil após a manutenção da medida preventiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão foi anunciada pela Meta em nota enviada ao Canaltech nesta sexta-feira (6).
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“Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços”, disse a Meta.
Esse acesso, no entanto, não será gratuito. Segundo o portal TechCrunch, a partir de 11 de março, a Meta pretende cobrar US$ 0,0625 por “mensagens não padronizadas” enviadas através da API do WhatsApp Business, interface de programação para conectar plataformas.
A medida é similar à solução adotada pela Meta na Europa, onde os novos termos de serviço também foram alvo de questionamentos de autoridades. A empresa, no entanto, não comentou os questionamentos da reportagem sobre a cobrança.
A matéria poderá ser atualizada.
Vai e vem
A suspensão dos efeitos da nova política de serviço do WhatsApp Business ocorre após a atualização das regras e o início de um imbróglio jurídico no Brasil.
Em outubro de 2025, a Meta anunciou a proibição de chatbots de outras empresas no mensageiro para evitar a sobrecarga de seus sistemas. A medida entrou em vigor em 15 de janeiro, depois que a OpenAI e a Microsoft anunciaram o fim do acesso aos seus assistentes com IA pelo app.
No entanto, no começo de janeiro, o Cade abriu uma investigação contra a plataforma para apurar suspeitas de abuso de posição dominante contra outros concorrentes. O conselho também aplicou uma medida preventiva para suspender a atualização dos termos de serviço do app.
Diante da decisão, as novas regras entraram em vigor em todo o mundo, com exceção do Brasil e da Itália. Mas isso não durou muito tempo: dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva e a Meta aplicou a restrição no país.
Agora, em março, a liminar foi restabelecida em uma nova decisão do Tribunal do Cade.
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