Twitter revela aumento de pedidos de retirada de posts de jornalistas e veículos

Twitter revela aumento de pedidos de retirada de posts de jornalistas e veículos

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 14 de Julho de 2021 às 21h10
Brett Jordan/Pexels

Um relatório de transparência publicado pelo Twitter nesta quarta-feira (14) mostra que, em 2020, houve um aumento nos pedidos de governos em todo o mundo para retirar conteúdo publicado por jornalistas e veículos de notícias. Os países que mais solicitaram remoções foram Índia, Turquia, Paquistão e Rússia.

Segundo o documento, 199 perfis sofreram 361 demandas legais do tipo no segundo semestre de 2020 — 26% a mais que na primeira metade do ano. No fim, o Twitter removeu cinco tuítes. É a primeira vez que a plataforma divulga esse tipo de dado: até agora, ela não monitorava esses pedidos.

A informação vem em um momento em que as plataformas de mídia sociais (como o próprio Twitter, o Facebook e o YouTube) enfrentam investigação dos governos sobre os conteúdos publicados em seus domínios. Alguns países passaram a impedir ou restringir o acesso a redes sociais.

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Imagem: Reprodução/Unsplash/Brett Jordan

Na segunda-feira (12), por exemplo, o governo de Cuba limitou o acesso ao Facebook e a mensageiros como o WhatsApp e o Telegram em razão de protestos contra a administração. Em junho, a Nigéria aboliu o Twitter do país e solicitou que rádios e TVs não usem a plataforma para colher informações.

A rede social já se envolveu em diversos conflitos com países sobre regras de conteúdo para mídias sociais. Na semana passada, a companhia informou que contratou um chefe de compliance interino na Índia e pretende selecionar outros executivos para cumprir essas normas.

Tecnologia proativa

Segundoa a empresa, seus algoritmos identificam automaticamente mais de 65% do conteúdo abusivo e os enviam para revisão, em vez de apenas confiar em denúncias de usuários. O relatório de transparência diz que as visualizações de tuítes que violaram as regras da plataforma representam menos de 0,1% do total global no segundo semestre de 2020.

A rede social tem tido dificuldade, assim como mídias similares, para controlar o discurso de ódio, a desinformação e outros abusos. Jack Dorsey, CEO da plataforma, foi um dos executivos entrevistados no Congresso americano em março sobre desinformação.

Nesta semana, depois da vitória da Itália sobre a Inglaterra na Liga dos Campeões, as redes sociais foram invadidas por ataques racistas a jogadores negros da equipe inglesa. As plataformas, então, voltaram a ser criticadas pelo discurso de ódio.

Fonte: NBC News

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