Presidente da Oracle no Brasil acredita no país e no crescimento econômico

Por Redação | 14 de Agosto de 2017 às 19h04

O presidente da Oracle no Brasil, Rodrigo Galvão, avalia que o país continua sendo um bom negócio e é encarado como uma ótima oportunidade de negócios para empresários. Segundo ele, a empresa mantém seus investimentos e acredita no crescimento econômico. "O Brasil é o motor da América Latina e é uma prioridade para a Oracle."

As declarações foram dadas em entrevista ao Correio Braziliense. Na ocasião, ele destacou que o momento é de "transformação digital e que a tecnologia se estabelece como business das empresas".

Para Galvão, a democratização do acesso à tecnologia levará a uma revolação do mercado, mas, para isso, será necessário um "alto investimento" em educação a fim de permitir que toda a população tenha contato com computadores, smartphones e outros aparelhos. "Nós queremos ajudar o mundo a se transformar, enxergamos a oportunidade de fazer o crescimento das pessoas", afirmou o executivo.

Como destaque, Galvão ressaltou as inovações tecnológicas que faciltam a automatização do agronegócio e o aumento da produtividade.

Investimentos no país

Sobre os investimentos da Oracle no Brasil, ele afirmou que a construção de um segundo data center no país, previsto para ser inaugurado até o fim de 2017, acompanha a tendência de acreditar em possibilidades de crescimento.

"O investimento em um data center não é baixo. Além disso, temos investido bastante em empreendedorismo e criamos uma iniciativa para acelerar o desenvolvimento de startups", afirmou Galvão.

Esse trabalho parte do princípio de que o mundo está em transformação e que as empresas, estabelecidas ou novas, estão se encaminhando para um modelo digital que exige disrupção em relação ao padrão até então estabelecido. "Com nossa tecnologia, estamos agindo para que as empresas consigam fazer essa transformação. Hoje, todas as startups já nascem no modelo digital, no qual a tecnologia faz parte do business das empresas", afirmou Galvão.

O momento é bom para a Oracle. O executivo revelou que a empresa está crescendo 68% em negócios relacionados à nuvem. Sem revelar dados sobre o Brasil, ele disse que os índices locais seriam de "dois dígitos" também.

Entre as investidas, há pesquisas em internet das coisas, big data, soluções o mundo de dados, plataforma de gestão financeira e ERP 100% integrada à nuvem. "As empresas têm, hoje, o desafio da mobilidade e da segurança. Estamos criando uma espécie de marketplace para que o nosso sistema consiga, por meio dessa plataforma, oferecer ainda mais serviço agregado para o mercado."

A nuvem como solução

A avaliação de Galvão é que a nuvem fez com que a tecnologia deixasse de ser um problema. O que mudou foi a forma de enxergar o negócio. "A nuvem está 100% democratizada. Então, eu deixo de cobrar em cima de um produto e passo a cobrar em cima de um serviço. Isso aumenta o acesso à tecnologia."

Por isso, o Brasil não estaria atrasado em relação à competição tecnológica. A nuvem abre acesso a todos. "Basta ter acesso a um software. Isso é inovação", disse Galvão.

Com informações do Correio Braziliense