O primeiro trilionário do mundo deve aparecer em até seis anos. Sabe quem é ele?

Por Rui Maciel | 14 de Maio de 2020 às 16h45
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Empresas que já ultrapassaram a marca do US$ 1 trilhão em valor de mercado já existem por aí há algum tempo. Para ficar em alguns exemplos, Apple, Microsoft e Amazon já alcançaram essa marca. Mas em quanto tempo poderemos ter um trilionário?

Bom, segundo dados da consultoria Comparisun - que permite a pequenas e médias empresas comparar diferentes modelos de negócios - o primeiro trilionário do mundo, muito provavelmente, será Jeff Bezos, cofundador e CEO da Amazon. E não vai demorar muito.

Segundo dados projetados pela companhia, Bezos alcançaria o status de trilionário por volta de 2026. A Comparisun diz que a projeção é baseada no percentual médio de crescimento anual dos últimos cinco anos e na rentabilidade dos anos futuros. Os números da empresa mostram que o patrimônio líquido de Bezos cresceu em média 34% nos últimos cinco anos.

Jeff Bezos: ele será o primeiro triolionário do mundo até 2026 segundo consultoria

Um levantamento da Billionaires Index, da Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (14), apontou que o patrimônio líquido de Bezos foi estimado em US$ 143 bilhões. O relatório, que rastreia diariamente a fortuna das pessoas mais ricas do mundo, afirmou ainda que, comparado a 2019, a conta bancária do executivo aumentou em US$ 28 bilhões.

COVID-19 e protestos

A projeção de que Bezos pode se tornar um trilionário em pouco tempo provocou, como esperado, uma onda de protestos pelas redes socias. A raiva mundo afora foi potencializada pelo fato do mundo encarar atualmente a grave pandemia da COVID-19, enquanto o controlador da Amazon fatura bilhões de dólares mês a mês.

Um fator que agrava o mal-estar está no fato de que, enquanto a fortuna de Bezos cresce de vento em popa,acontecem mundo afora protestos por parte dos funcionários da Amazon a respeito das condições de trabalho, principalmente nos armazéns da empresa. Muitos acusam a companhia de não fornecer condições apropriadas para seus colaboradores, para evitar o contágio da COVID-19 em suas dependências durante a pandemia. No último 1º de maio, trabalhadores da Amazon chegaram a promover uma greve, protestando contra a falta de "proteção adequada no local de trabalho".

No entanto, a Amazon se defende, afirmando que gastou mais de US$ 800 milhões no primeiro semestre de 2020 em medidas de segurança. Isso inclui a compra e distribuição de máscaras, álcool gel e estações de lavagem das mãos para os centros de distribuição. A gigante do e-commerce também vem medindo a temperatura dos funcionários de seus armazéns por meio de câmeras térmicas e até mesmo construiu laboratórios para testar a presença da COVID-19 entre seus colaboradores. A empresa também contratou 175.000 novos funcionários para acompanhar a demanda, já que milhões de consumidores dependem dela para entregar mercadorias enquanto ficam em casa, na quarentena.

Armazém da Amazon: empresa é acusada de não dar proteção necessária aos seus funcionários durante a pandemia da COVID-19

Mesmo com o anúncio de todos esses esforços, ainda assim a Amazon encara insatisfação até mesmo entre seus funcionários mais graduados. No último dia 04 de maio, Tim Bray, um engenheiro e vice-presidente da Amazon, anunciou em seu blog que pediu demissão da empresa, em protesto contra a dispensa de funcionários que denunciaram o medo de contrair a COVID-19 nos centros de distruibuição da gigante do e-commerce.

Para além do enriquecimento de Bezos durante a pandemia da COVID-19, essa não é a primeira vez que o aumento da sua fortuna é questionado. Em janeiro, o executivo anunciou a doação de US$ 690 mil para auxiliar no combate aos graves incêndios que devastaram de parte da Austrália. Ainda assim, muitos disseram que ele poderia ter feitou ou doado mais, considerando o tamanho do seu patrimônio.

Bom...não dá para agradar todo mundo, né?

Fonte: USA Today  

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