COVID-19 | Amazon instala câmeras térmicas em seus armazéns para detectar febre

COVID-19 | Amazon instala câmeras térmicas em seus armazéns para detectar febre

Por Rui Maciel | 20 de Abril de 2020 às 13h45
Amazon

Para evitar que o COVID-19 se espalhe em suas dependências, a Amazon passou a utilizar câmeras térmicas em seus armazéns. O objetivo é fazer a triagem de trabalhadores que apresentem quadros de febre e que podem estar infectados com o coronavírus. As informações são da agência de notícias Reuters.

Segundo a publicação, as câmeras medem a quantidade de calor que as pessoas emitem dentro um determinado ambiente. A tecnologia usada nesse tipo de equipamento é mais eficiente e exige menos tempo do que os termômetros de testa e que eram adotados anteriormente pela Amazon.

Casos de COVID-19 já foram relatados entre os funcionários de mais de 50 centros de distribuição da Amazon somente nos EUA, hoje, o epicentro da pandemia no mundo. Isso fez com que diversos trabalhadores deixassem seus empregos, temendo pela saúde. A partir desses relatos, a empresa tem sido pressionada por sindicados e autoridades de saúde para que feche todas as suas instalações.

A Amazon, hoje é o segundo maior empregador dos EUA e vem testando meios de conter o coronavírus sem precisar interromper suas operações. A empresa já recebeu autorização de todos os estados norte-americanos para realizar suas entregas em quase todo país para aqueles que trabalham em regime de home office.

Uso em diversos pontos

Funcionários da Amazon afirmara, por meio de suas redes sociais que a emresa, na semana passada, instalou o hardware das câmeras térmicas em, ao menos, seis de seus centros de distribuição, além de suas sedes localizadas em Seattle e Los Angeles. Além dos armazéns e escritórios, essas câmeras também será implementadas em muitas das lojas da rede Whole Foods, também controlada pela Amazon.

Após passar pela câmera térmica, os fucionários ainda são submetidos a uma verificação extra, dessa vez usando termômetros de testa, para a medição da temperatura exata. A prática segue os padrões internacionais de saúde. No entanto, não se sabe qual será a extensão da implementação dessas câmeras nas instalações da Amazon, já que as fabricantes desse tipo de câmera vêm enfrentando um aumeto na demanda por esse tipo de equipamento.

Uso de uma câmera térmica (Crédito da foto: Secutiry Infowatch

Um porta-voz da Amazon confirmou ao Business Insider que alguns armazéns implementaram os sistemas para otimizar as verificações. A empresa está adotando a medição de temperaturas "para apoiar a saúde e a segurança de nossos funcionários, que continuam a prestar um serviço crítico em nossas comunidades", afirmou em comunicado.

Como a medição de temperatura é feita

Ainda no início de abril, a Amazon afirmou que passou a oferecer máscaras e começaria a verificar, diariamente, a temperatura de centenas de milhares de funcionários que trabalham em seus centros de distribuição nos EUA e Europa. Para detectar eventuais casos de febre, os empregados se dirigem até uma tela de acrílico e um funcionário do outro lado examina a testa, apontando um termômetro através de um pequeno orifício.

Em condição de anonimato, uma funcionária da Amazon em Los Angeles afirmou que o procedimento acaba por formar filas fora do centro de distribuilção e que os empregados não podiam receber máscaras até depois de entrarem no prédio e terem suas temperaturas medidas.

No entanto, o sistema de câmeras térmicas é mais rápido e consegue eliminar eventuais aglomeraçõesjá que não haveria mais a necessidade do empregado ficar parado em frente a uma tela. As câmeras se conectam a um computador para que um funcionário, à distância, possa ver os resultados e detectar eventuais casos de febre.

Ainda que a Amazon não tenha divulgado quem são os fornecedores das câmeras térmicas, há relatos de que a tecnologia veio da Infrared Cameras Inc (ICI), localizada no Texas. Outros fornecedores incluem a Thermoteknix, sediada no Reino Unido, e a FLIR Systems Inc., sediada nos EUA.

No entanto, a gigante do e-commerce enfrenta problemas fora do território norte-americano. Na França, a Amazon fechou temporariamente seis de seus centros de distribuição por determinação da Justiça local - uma das maiores consequências ainda de uma disputa com trabalhadores sobre os riscos de contágio por coronavírus.

Laboratório próprio

Outra medida da Amazon no combate ao COVID-19 é a a criação de um laboratório que será capaz de testar seus colaboradores para checar se eles estão contaminados com o coronavírus.

A empresa anunciou a iniciativa no começo de abril. Os primeiros testes serão feitos em breve, com um pequeno número de funcionários que, em suas palavras, integram "a linha de frente (entregas)". A ação foi criada para combater a escassez internacional de testes do Covid-19. Para criar esse laboratório, a Amazon criou uma equipe multidisciplinar - formada por pesquisadores, gerentes de programas, especialistas em compras e engenheiros de software - que ficará focada inteiramente nesse projeto.

Laboratório para detecção de COVID-19 criado pela Amazon (Crédito da foto: Divulgação)

Os equipamentos para a construção do laboratório já estão em uma das sedes da empresa. O objetivo é testar todos os seus colaboradores, incluindo aqueles que não apresentam sintomas. Aqueles cujos resultados derem positivo podem ser colocados em quarentena e cuidados. A ideia é fazer com que esses exames ganhem escala global, sendo implementados a todos os funcionários.

Fonte: Business Insider

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