Google Cloud vai capacitar 3 mi de brasileiros em IA e nuvem nos próximos anos
Por Bruno De Blasi |

O Google Cloud triplicou a sua meta e agora pretende treinar três milhões de brasileiros em inteligência artificial (IA) e tecnologias de nuvem nos próximos anos. O novo objetivo chega um ano após a empresa firmar o compromisso de capacitar um milhão de pessoas no país.
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“O mundo está mudando, a tecnologia está aí e vai impactar a vida de um monte de pessoas”, afirma a Country Manager do Google Cloud no Brasil, Milena Leal, em entrevista ao Canaltech nesta terça-feira (9), durante o Web Summit Rio.
A aposta pretende alavancar a capacitação de profissionais por meio de diversos programas de treinamento. Entre eles, cursos gratuitos e em português disponíveis no YouTube, certificações pela plataforma Google Skills e suporte da comunidade Google Developer Groups.
A empresa também revelou uma nova edição do Capacita+, com objetivo de treinar 200 mil pessoas em cloud e IA em um único dia.
Para isso, haverá um programa durante o Google Cloud Summit Brasil, em São Paulo, e uma transmissão ao vivo realizada em parceria com mais de 100 universidades em todo o país.
Leal explica que o terceiro dia do evento terá um foco inédito em educação. “Teremos uma série de universidades, parceiros e alunos para falar a respeito disso e ajudar as pessoas nesse sentido”, pontua.
O Google Cloud também atua com parcerias em 140 universidades brasileiras, incluindo SENAI-SP, PUC-MG, Insper e Mackenzie, além da plataforma Cloud Skills Booster, que oferece treinamentos gratuitos em diferentes níveis — do uso básico de prompts ao desenvolvimento de aplicações.
IA no Brasil
Quando o assunto é IA, Leal observa que o Brasil já saiu da fase experimental, uma vez que boa parte das empresas já utiliza IA e obtém benefícios concretos. "As empresas que têm aplicado IA nos processos de negócio estão conseguindo fazer maximização de receita de forma mais acelerada do que só o foco na redução de custo", disse a executiva.
Para ela, o principal gargalo para quem ainda não colhe resultados é a falta de adoção massiva.
"A maioria das empresas tem um pouco de preocupação de dizer: ‘eu vou liberar IA para todo mundo, mas será que todo mundo precisa? Será que as pessoas vão saber usar?' Mas quando você faz uma adoção massiva para todos os funcionários da empresa, você cria uma cultura AI first”, observa.
Leal também alerta para um risco específico da restrição de acesso: funcionários que querem usar IA no trabalho, mas não têm ferramentas adequadas e acabam recorrendo a aplicativos pessoais. "Você acaba usando o aplicativo que está no seu celular para te ajudar no trabalho, mas isso pode gerar algum tipo de vulnerabilidade, porque você traz dados da empresa para aplicações de smartphone."
Olhando para os próximos anos, a executiva é otimista e acredita que o avanço da tecnologia acontecerá rapidamente. "Quando a gente projeta isso num espaço curto de dois, três anos, eu realmente tenho a sensação de que a gente vai ter uma explosão do uso da IA e a gente vai conseguir transformar os negócios de maneira muito expressiva."