Funcionários da Google pedem demissão em protesto contra parceria com militares

Por Wagner Wakka | 14 de Maio de 2018 às 14h19
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Pelo menos 12 funcionários da Google pediram demissão nesta segunda-feira (14), segundo reportagem do Gizmodo. O motivo seria o polêmico projeto chamado Maven, que firmou uma parceria entre a gigante e o Governo dos EUA, utilizando inteligência artificial para reconhecimento de padrões e imagens com finalidades militares.

Os trabalhadores que deixaram seus cargos disseram que os executivos estavam sendo cada vez menos transparentes sobre esta controversa decisão, e cada vez menos interessados em ouvir as objeções dos funcionários.

O caso tem se desenrolado há algumas semanas já dentro da Google. No começo deste mês, um grupo de mais de 3.100 funcionários escreveu uma carta ao CEO da empresa, Sundar Pichai. A defesa dos empregados é de que a Google tem o histórico de não se envolver com projetos no “setor de guerras”. A empresa já chegou a negar, no passado, fundos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), após adquirir uma série de empresas de robótica ligadas à organização de pesquisa militar.

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O assunto veio à tona em março deste ano quando uma fonte interna da Google disse que a empresa estaria conversando sobre participar do Maven. Este é um projeto criado em em abril de 2017 cuja descrição oficial é de “acelerar a integração do Departamento de Defesa com big data e machine learning”. A proposta era agilizar um processo e reconhecimento de imagens de um banco de dados do Departamento usando inteligência artificial.

A Google, então, confirmou que estava fornecendo tecnologia para que o Governo pudesse detectar objetos em imagens por tecnologias de machine learning. Na época, em nota, a Google se defendeu dizendo que “a tecnologia aponta imagens para revisão humana e isso é para uso não agressivo apenas". Contudo, os funcionários que se demitiram acreditam que humanos devam ser responsáveis por isso, não máquinas, já que se trata de um assunto muito complexo para um algoritmo.

Os funcionários ainda se baseiam em uma proposta de que a Google crie e coloque em prática uma política interna de que a empresa não não se engajaria na construção de tecnologias voltada para a guerra. Eles ainda acreditam que esta participação em um processo tão delicado possa manchar a reputação da gigante.

Fonte: Gizmodo

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