Foxconn pode anunciar abertura de fábricas nos EUA

Por Redação | 24.07.2017 às 14:53
photo_camera Mashable

A Foxconn pode anunciar, nesta semana, a construção de duas fábricas próprias nos Estados Unidos, uma na cidade de Detroit e outra em algum lugar do estado americano do Wisconsin. As unidades seriam parte de uma parceria com o governo de Donald Trump, que deseja dar incentivos fiscais a companhias que forneçam mão de obra terceirizada internacional.

Isso faz pensar que as unidades, então, teriam relação com a Apple, e isso seria parcialmente verdade. De acordo com as informações ainda não confirmadas, a unidade de Detroit teria, sim, alguma relação com a fabricação de produtos para a Maçã – não necessariamente o iPhone, porém – enquanto a outra seria voltada para a produção de displays LCD e LED para monitores e televisores grandes.

Os boatos apontam para a possibilidade de a Apple terceirizar os trabalhos de montagem de dispositivos, passando a importar peças da Ásia para finalização do processo nos Estados Unidos – outra iniciativa que marcaria sua própria parceria com o governo Trump. A Foxconn, então, passaria a ser parte ainda mais integrante dos trabalhos da empresa de Cupertino, ampliando sua já incrivelmente sólida relação com a dona do iPhone.

Oficialmente, entretanto, o diretor da Foxconn, Terry Gou, já confirmou apenas a realização de investimentos nos Estados Unidos. Ele se reuniu com Donald Trump para discutir o que era, na época, as raízes do recém-anunciado programa Made in America, apresentado na última semana, na Casa Branca, com uma exposição de produtos totalmente fabricados no país.

Entretanto, não se sabe ao certo o escopo dessas parcerias nem se elas se refletiriam em uma abertura de fábrica nos EUA. Mais do que tudo isso, fica a ser confirmado, também, o tamanho do incentivo fiscal que seria dado, se algum, para que a Foxconn se aproximasse ainda mais de um dos principais mercados de sua maior parceira.

Se o anúncio vier, afirmam os rumores, ele vai acontecer em um evento junto a investidores, cujos convites ainda não teriam sido enviados a eles. A Foxconn não se pronunciou sobre o assunto, enquanto a Apple manteve o tradicional silêncio com relação a informações desse tipo.

Fonte: The Wall Street Journal