Foxconn adia compra da Sharp e aguarda resultados financeiros

Por Redação | 16 de Março de 2016 às 13h48
photo_camera Divulgação

Em mais um sinal de problemas, a Foxconn anunciou o adiamento do processo de aquisição da Sharp enquanto espera os resultados do atual ano fiscal da companhia, que se encerra no final de março. A fabricante de componentes eletrônicos, que tem a Apple como sua principal parceira comercial, quer mais informações sobre o desempenho da futura adquirida e, principalmente, sobre sua real situação financeira.

Durante boa parte do processo de negociação para compra, a previsão da Sharp era de um lucro de US$ 87,8 milhões. Entretanto, analistas de mercado apontam para o oposto e esperam que a companhia registre, ao final do ano fiscal, um prejuízo de US$ 2 milhões. É sobre essas questões que a Foxconn aguarda esclarecimento, o que deve fazer com que a compra seja assinada apenas em abril.

Apesar da mudança repentina, tudo indica que a aquisição realmente vai acontecer. A fabricante chinesa de componentes eletrônicos aceitou pagar US$ 5,3 bilhões pelo controle acionário da Sharp. A negociação também foi aprovada pela diretoria da empresa japonesa, que recusou outra proposta da Innovation Network Corporation of Japan, um fundo governamental que estava de olho, principalmente, no negócio de produção de telas para smartphones, que seria fundido à rival Japan Display.

Além de observar os números da Sharp, a Foxconn também estaria fazendo contato com bancos asiáticos em busca de acordos que possam mitigar eventuais perdas resultantes do negócio. Apesar disso, a noção geral é de que a aquisição vai fortalecer os negócios de ambas, tornando a compradora mais capaz de atender às demandas, principalmente, da Apple, enquanto a adquirida passa a ter mais canais de distribuição e coloca seus produtos em mais dispositivos ao redor do mundo.

As informações foram obtidas em sigilo por gente ligada à negociação, mas a Sharp e a Foxconn não se pronunciaram sobre o assunto. Ainda assim, as notícias sobre o adiamento no processo de aquisição levaram as ações da primeira a uma queda de 12% na bolsa japonesa, enquanto os papéis da segunda operam com leve alta, de 0,7%.

Fonte: Reuters

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