Efeito Netflix: empresas levam conceito de disrupção para mercado corporativo

Por Redação | 02 de Julho de 2016 às 23h26

Disrupção é um conceito cada vez mais conhecido dos consumidores. Startups como Airbnb, Uber, Spotify e Netflix mudaram a forma como as pessoas lidam com serviços e entretenimento, tornando-os mais fáceis e acessíveis. Muitas empresas, porém, ainda não exploraram no mesmo nível o grau de disrupção alcançado pelos consumidores para otimizarem a condução de seus negócios. O conceito pode ser levado a qualquer meio, inclusive os que não estão diretamente ligados a serviços para o público, e um bom exemplo são empresas da área de gestão da cadeia de suprimentos que já estão se adaptando para esse novo modelo.

Empresas que trabalham com plataformas de gestão de suprimentos (e-procurement, em inglês) enfrentam dois entraves principais, que são tempo e custo de implementação. A Nimbi, que atua no segmento desde 2000, inspirou-se em plataformas como Netflix e Spotify para se readequar ao novo o modelo comercial, com base em assinaturas, sem taxa de implementação e com diferentes pacotes de acordo com o porte e necessidades de cada empresa. "Queremos democratizar o e-procurement no Brasil, assim empresas de médio porte também podem ter acesso com baixo custo", afirma Carlos Henrique Campos, sócio-diretor da Nimbi.

Por utilizar a tecnologia baseada na nuvem, a plataforma da empresa pode ser acessada de qualquer dispositivo com acesso à Internet e informações praticamente em tempo real. Utilizando metodologia de desenvolvimento de startups, o MVP (Mínimo Produto Viável, em inglês), ela recebe atualizações constantes de acordo com o feedback e sugestões de melhorias dos próprios clientes — a cada três semanas, novas funcionalidades são inseridas e atualizadas na solução. “Assim como ocorre com os aplicativos que utilizamos em nossos smartphones, as atualizações são constantes, sem prejudicar a experiência do usuário”, afirma o executivo.

De acordo com o sócio-diretor da empresa, isso permite agilidade nos processos das empresas. "O departamento de compras ganha mais eficiência, economia de tempo e redução de custos. A tecnologia automatiza alguns processos, mostra fornecedores com preço mais em conta e coloca os profissionais em posições estratégicas para a tomada de decisões”, complementa.

A segunda mudança que acompanhou as startups "disruptoras" se dá na usabilidade da plataforma, permitindo a criação de uma interface muito mais amigável. "Assim como aplicativos para o consumidor final, as soluções B2B também devem ser simples e intuitivas”, afirma o sócio-diretor da empresa. “Aplicativos como Facebook não precisam de manual para o usuário utilizar. Foi essa inovação que tentamos trazer para o mercado", complementa Campos.

Para sua readequação, a Nimbi recebeu um aporte de R$ 40 milhões do empresário e investidor Antonio Dias Leite Neto, um dos fundadores da Multicanal (que viria a se tornar a Net) e do canal Shoptime para modernizar toda a sua plataforma de gestão, reduzindo os custos de adoção para as empresas que a utilizam. Além de buscar servir como inspiração levando a disrupção para outros setores, a empresa também pretende ser uma incubadora de novos projetos com foco em empresas de tecnologia para negócios B2B.

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