Desenvolvimento do Galaxy S8 atrasa devido às investigações sobre o Galaxy Note7

Por Redação | 24 de Outubro de 2016 às 06h55

Os problemas que assolaram o Galaxy Note7 continuam um mistério. Mesmo após duas semanas depois de a Samsung pôr um ponto final na trágica trajetória do aparelho, que permaneceu apenas dois meses no mercado, os motivos que o levavam a explodir ainda são desconhecidos. E isso está atrasando o desenvolvimento do Galaxy S8, apontou o Wall Street Journal neste domingo, dia 23.

Segundo o jornal norte-americano, a Samsung está tão empenhada em descobrir o que raios aconteceu com o phablet que deslocou equipes inteiras para resolver o assunto - e isso atrasou o desenvolvimento do Galaxy S8 em duas semanas. Até o momento, entretanto, o que se tem são apenas suspeitas do que pode ter acontecido com o celular.

Por exemplo: informações dão conta que a sul-coreana tem apenas "evidências inconclusivas" de que havia problemas com as baterias produzidas pela SamsungSDI. Imagens de raio-x analisadas pelos executivos da Samsung mostraram que apenas algumas dessas baterias estavam se soltando do corpo do aparelho e criando protuberâncias, um claro sinal de que havia algo errado. Já as baterias produzidas pela chinesa ATL não apresentavam tais problemas - mas elas só equipavam 30% dos 2,5 milhões de Galaxy Note7 fabricados.

O que fortalece a ideia de que o problema não estava exatamente na bateria do smartphone é que, após o recall, os novos aparelhos, com novas baterias, continuaram apresentando defeito. Agora, a Samsung investiga possíveis falhas na placa de circuito e um problema com o software controlador de consumo do componente. Também há possibilidade de o espaço usado para acomodar a bateria ter sido menor do que o necessário.

Ou seja, a verdade, aparentemente, é que o Galaxy Note7 tinha não um, mas vários problemas e que é apenas uma questão de tempo até que tudo seja esclarecido. Até lá, a expectativa é que a empresa mantenha seu calendário de lançamentos e anuncie o Galaxy S8 durante o Mobile World Congress 2017.

Via The Wall Street Journal

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