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Adobe desiste de comprar a Figma após impasse regulatório

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 18 de Dezembro de 2023 às 15h47

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Tracy Adams/Unsplash
Tracy Adams/Unsplash
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A Adobe anunciou nesta segunda-feira (18) que está oficialmente desistindo da aquisição da Figma. O negócio, que vinha se desenrolando desde setembro do ano passado, envolvia um valor de US$ 20 bilhões a ser pago pela dona do Photoshop à plataforma de design gráfico, criando uma potência do setor. Justamente por isso, a aquisição levou a questionamentos regulatórios que acabaram matando a compra.

Para órgãos de fiscalização do Reino Unido e da União Europeia, a união criaria um monopólio do mercado de design e dificultaria a inovação do setor. As questões foram abordadas em diferentes audiências entre as empresas e os reguladores ao longo do último ano, com o fim da negociação representando um impasse entre os interesses das companhias e as exigências dos órgãos responsáveis.

O prego no caixão teria sido batido na última semana, quando a Adobe rejeitou uma proposta da Autoridade de Mercados e Competitividade (CMA) do Reino Unido — a mesma que quase derrubou a compra da Activision pela Microsoft. Em uma carta, os legisladores exigiam a realização de uma auditoria antitruste na gigante e uma série de medidas de diversificação e alienação de ativos, códigos-fonte e engenharia para garantir condições parelhas para os outros players do mercado de design.

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Como se não bastasse isso, a compra da Figma também vinha sendo analisada por órgãos reguladores da União Europeia, enquanto os rumores apontavam que o governo dos Estados Unidos também estaria se preparando para verificar o negócio. Diante de tudo isso, parecia certo que a Adobe teria de abrir mão de alguns dos negócios da adquirida ou, então, de tecnologias próprias para garantir a continuidade da compra.

Empresas seguirão independentes

O fim das negociações significa que as duas companhias voltarão a ser concorrentes e, inclusive, dominantes no mercado de design. Como parte do fim das tratativas, a Adobe também deverá pagar uma taxa de US$ 1 bilhão pelo encerramento da negociação.

"Adobe e Figma anunciaram que chegaram a um acordo mútuo de encerrar a proposta de aquisição anunciada anteriormente. Agradecemos nossas comunidades pelo apoio. Enquanto nos focamos em 2024 e além, estamos empolgado em ampliar a inovação incrível que entregamos em 2023..."

Os comunicados oficiais mostraram frustração. O CEO da Adobe, Shantanu Narayen, foi taxativo, afirmando que a companhia discorda das conclusões dos reguladores, mas prefere agir de acordo com o próprio interesse ao encerrar a aquisição. Já o presidente da FIgma, Dyland Field, lamentou o fim das negociações e disse que não havia outro caminho a seguir, mesmo após “milhares de horas” gastas em reuniões com reguladores mundiais.

Na época da aquisição, Adobe e Figma definiram a compra como uma revolução no “futuro do trabalho”, com a reunião de ferramentas de colaboração, criatividade e compartilhamento fomentando a inovação. O interesse da dona do Photoshop estaria, principalmente, na plataforma de design e produtividade online, leves e acessíveis diretamente do navegador a partir de planos de assinatura.