Jornalista norte-americano testa o Google Glass e conta sua experiência

Por Redação | 11 de Setembro de 2012 às 14h35

Depois de aparecer para o público geral pela primeira vez durante um desfile de moda em Nova York, os óculos de realidade aumentada do Google, o Google Glass, foram testados e avaliados pelo jornalista Spencer E. Ante, do The Wall Street Journal, nesta segunda-feira (10).

Ante circulou com o Glass no escritório do Google em Nova York, Estados Unidos, lado a lado com o cofundador da empresa, Sergey Brin. Brin acredita que os óculos serão o grande lançamento da companhia e do Google X, o laboratório de pesquisa da gigante das buscas.

O dispositivo, que pesa apenas algumas gramas, possui uma pequena câmera digital embutida. Além disso, o Glass possui um sistema que projeta dados dentro do campo de visão do usuário em uma tela pequena acima do olho direito. E uma bateria recarregável é encontrada nas hastes dos óculos.

O Glass possui os mesmos recursos de um smartphone convencional, permitindo que os usuários tirem fotos, gravem vídeos, leiam mensagens de texto e utilizem comandos de voz para operar o acessório. Os óculos são equipados com dois pequenos microfones que captam os comandos do usuário e projetam o menu inicial do aparelho para o usuário.

Sergey Brin Google Glass

Ante afirmou que depois de 10 minutos utilizando o Glass, pôde perceber o potencial tecnológico da nova ferramenta em um futuro próximo. O jornalista relatou que o aparelho se encaixa perfeitamente no rosto do usuário e que é muito fácil tirar fotos e gravar vídeos com o dispositivo. Embora tenha sido um pouco desorientador, Ante afirmou que foi muito interessante a experiência de obter as informações no seu olho direito.

Brin ainda afirmou ao jornalista que sua ferramenta favorita presente no Glass é a de 'time lapse', que permite que o usuário tire fotos a cada 10 segundos. O cofundador ainda afirmou que com o recurso ele não perde nenhum momento da ação dos seus filhos, por exemplo, o que não seria possível se ele tivesse que tirar seu smartphone do bolso.

O software do Glass se mostrou um pouco desapontador para Spencer E. Ante, já que grande parte das funcionalidades do aparelho ainda não estão concluídas. Além disso, o repórter afirmou que todos nós estamos apenas começando a lidar com as questões de privacidade que podem surgir com o lançamento dos óculos.

O jornalista acredita que o que ainda falta para o Google Glass é um aplicativo capaz de mostrar todas as habilidades e recursos tecnológicos presentes no acessório logo de cara, para que o usuário escolha o que fazer. Ante ainda espera que o Google faça com o software do Glass o mesmo que fez com o Android e o disponibilize para diversos desenvolvedores.

A empresa planeja lançar a primeira série comercial do Google Glass no próximo ano por US$ 1.500 (cerca de R$ 3 mil).

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