Intel acredita que o mercado de PCs ainda tem chances de se recuperar

Por Redação | 16 de Agosto de 2013 às 06h10

A fabricante de chips Intel realizou um evento em Nova York esta semana para mostrar que o mercado de PCs não está em uma situação tão desesperadora quanto parece. O evento reuniu diversos jornalistas, e os melhores e mais recentes Ultrabooks de empresas como Acer, Lenovo, Dell, Toshiba e Sony estavam expostos. Todos eles usavam a versão mais recente de processadores Intel Core, é claro. A maioria dos computadores expostos possuía monitores capazes de fazer manobras para ficarem parecidos com tablets, como o Dell XPS 12 e o Lenovo Yoga.

O pessoal do AllThingsD destaca que o evento da Intel para tentar agitar as coisas e diminuir a visão negativa da atual situação do mercado de PCs coincidiu com a publicação dos resultados de uma pesquisa patrocinada pela própria Intel e realizada pela IDC. No mês de junho, 3.977 adultos norte-americanos foram entrevistados e, dentre os resultados obtidos, destaque para o que diz que "nunca houve um momento melhor para comprar um novo PC".

A pesquisa comprova que os computadores ainda são dispositivos importantes na vida das pessoas, tanto que 97% dos entrevistados ainda consideram seus PCs como seu dispositivo de computação primário. Destes, 41% disseram que pretendem comprar uma nova máquina no próximo ano. Esse número sobe para 54% para os pais e para a geração Y.

Muitos citaram o PC como algo essencial para o dia a dia, e ao serem questionados a respeito do que preferiam abrir mão ao invés de perder o acesso ao seu computador por uma semana, o resultado foi: 73% disseram exercícios físicos; 71% disseram doces e guloseimas; 65% disseram cafeína; 58% disseram TV e 33% citaram seu carro. A pesquisa apontou ainda que o tempo total gasto em dispositivos de computação de todos os tipos soma 43 horas semanais, e mais da metade desse tempo – cerca de 21 horas – é gasto na frente do PC.

Tablets X PCs

Os maiores inimigos dos PCs ainda são os tablets. Sabemos que os tablets são populares por serem fáceis de usar. A nuvem também faz com que a necessidade de transferir arquivos, como fotos, para outros dispositivos seja anulada, algo que dá um ponto a mais para o tablet pela sua portabilidade. Além disso, não existem tarefas de manutenção complicadas em um tablet, no máximo atualizações ocasionais de software. E se algo der errado com seu hardware? Sem grandes problemas, eles são fáceis de substituir.

Porém, quando falamos em produtividade, quem brilha ainda é o bom e velho PC – que não precisa necessariamente ser tão velho assim. Mesmo com os consumidores amando seus tablets, quando é preciso entregar alguma atividade mais importante, o PC ainda é a ferramenta que eles escolhem para fazê-la: 83% dos entrevistados na pesquisa da Intel e da IDC disseram que eles são mais produtivos em um PC do que em seu smartphone ou tablet. E esse deve ser o caminho que os fabricantes de PCs estão considerando seguir e explorar para tentar frear o declínio alarmante de seu mercado.

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