Conheça os detalhes da nova geração de processadores da Intel, codinome Skyline

Por Pedro Cipoli | 14 de Maio de 2014 às 10h30
photo_camera Divulgação

A sexta geração de processadores Intel Core, conhecida como Skyline, nos reserva várias surpresas agradáveis. Segundo o WCCF Tech, ela parece um verdadeiro avanço em relação ao Broadwell, que será lançado ainda este ano e que provavelmente terá uma vida curta, sem atualizações como o Haswell.

Como estamos falando de duas gerações além da que temos atualmente, vamos fazer uma pequena revisão dos detalhes já divulgados da quinta geração para termos uma ideia melhor de continuidade entre uma geração e outra.

O Broadwell será o primeiro processador x86 com litografia de 14 nanômetros, ou seja, trazendo transistores 34% menores do que os da atual geração Haswell. Os ganhos da menor litografia são, por si só, um fator interessante, já que permite a instalação de mais transistores na mesma área e uma menor dissipação térmica. Além disso, é natural imaginar que a Intel melhorará a eficiência por clock de seus modelos, o que geralmente resulta em ganho de 10 a 15% de desempenho, além de utilizar o novo chipset série 9, como o Z97.

Outra novidade é que os gráficos GT3 (Iris e Iris Pro, ou Intel HD 5000), além de um novo chip gráfico GT3e, agora irão para os processadores de desktop, que antes estavam restritos aos gráficos GT2, cujo teto era a Intel HD 4600 encontrada nos modelos Core i7. Ainda que isso não seja muito interessante para usuários que possuem uma placa de vídeo dedicada de alto desempenho, certamente é interessante para quem não precisa de tanto processamento gráfico e para a criação de PCs ultracompactos com alto poder de processamento, algo que até então a AMD tem se sobressaído com suas APUs.

Intel Skyline

Voltando ao Skyline, ele usará a mesma litografia do Broadwell de 14 nanômetros, sendo o "Tac" da Intel em relação ao "Tic" da mudança de litografia, ou seja, é uma trabalho em cima de um core já existente. Um ponto que irá desagradar alguns usuários é que os novos processadores mudarão de soquete, já que também contarão com um novo chipset com suporte a memórias DDR4. Ainda é incerto se o Broadwell suportará o DDR4, já que ele foi oficializado somente para o chipset X99, voltado para processadores Extreme Edition com soquete LGA 2011.

Outra novidade interessante é a introdução dos gráficos GT4 e GT4e, conhecidos popularmente como Intel HD 6000. É possível que esses gráficos sejam realmente capazes de rodar alguns games com configurações mais avançadas, colocando a Intel em posição de competir com a AMD em desempenho gráfico. É interessante como as duas empresas são reconhecidas pelo desempenho em diferentes áreas: enquanto a Intel tem uma CPU mais sofisticada e de altíssima eficiência por clock, a AMD manda bem nos gráficos.

Foram divulgados três formatos diferentes para o Skyline:

  • Skylane ULV (para Ultrabooks e PCs ultracompactos): BGA (soldado na placa) - dual-core com GT2 (Intel HD série 4000) e dual-core com GT3e;
  • Skylane H (Notebooks comuns e de alto desempenho): BGA - quad-core com GT2 e quad-core com GT4e;
  • Skylane S (Desktops): LGA (soquete) - dual-core e quad-core com GT2 e quad-core com GT4e.

Lembrando que os tipos acima são apenas referências que terão variações dentro das séries Core i3/i5/i7 da Intel. É interessante notar que ela não abandonará o GT2, que inclui todas as versões do Intel HD 4000.

Também há alguns detalhes da conectividade sem fios dos chipsets novos da série 100:

  • Snowfield Peak: Wi-Fi + Bluetooth;
  • Douglas Peak: Wi-Fi Gigabit + Wifi + Bluetooth;
  • Pne Peak/Maple Peak: 4G LTE + Wi-Fi Gigabit + Wi-Fi + Bluetooth.

No chipset série 100 a Intel dobrará a capacidade de transferência do Thunderbolt mais uma vez, fazendo-o chegar a 40 Gbps em dois canais. É provável que vejamos esse tipo de conexão aparecer primeiro nos Macbooks e iMacs, atualmente o maior público-alvo do Thunderbolt.

O lançamento do Broadwell provavelmente será seguido de um novo representante da família Extreme Edition do Haswell (Haswell-E) e o mesmo acontecerá com o Skyline e o Broadwell-E. Como estamos falando de litografias diferentes, e já considerando que o Haswell-E virá com 8 núcleos e 16 threads, será que veremos um modelo com 10 ou 12 núcleos no Broadwell-E (com respectivamente 20 e 24 threads)?

Estamos só especulando, mas não é algo tão improvável assim e que certamente agradará os entusiastas.

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