Apple registra faturamento recorde no final de 2013

Por Redação | 28 de Janeiro de 2014 às 12h30
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O CEO da Apple, Tim Cook, tem motivos para comemorar nesta terça (28). Ao divulgar os resultados financeiros para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2014, equivalente ao meses entre outubro e dezembro de 2013, a Maçã anunciou faturamento recorde e uma alta nunca antes vista no segmento de iPads e iPhones.

No total, o faturamento foi de US$ 57,6 bilhões, sendo que lucro líquido de US$ 13,1 bilhões. Aqui, o crescimento foi de 37,9% em relação ao mesmo período do ano passado e a grande notícia é que boa parte do resultado é oriunda de vendas internacionais, principalmente na China. Os iPhones chegaram recentemente por lá, em um lançamento bastante aguardado pelo público asiático, que correspondeu gerando alta demanda.

Sozinha, a nação foi responsável por US$ 8,4 bilhões do faturamento total da Apple, ou seja, uma fatia de 14,5%. O crescimento do mercado foi de 29% e a Apple espera que esse valor cresça exponencialmente com o passar do tempo, à medida que seus aparelhos firmem raízes naquele mercado.

O segmento de smartphones, porém, apresentou números com uma pequena distorção. A expectativa era a venda de 55 milhões de iPhones nos últimos três meses de 2013, mas o aparelho atingiu a marca de 51 milhões, um crescimento em relação aos 47,8 milhões comercializados em 2012. Ainda é muito, mas um resultado abaixo do esperado, com a Apple admitindo também que não soube exatamente dosar a demanda entre os modelos 5S e 5C, com o segundo se provando não tão popular assim.

De acordo com Cook, uma pequena falha no julgamento do mercado de smartphones mais baratos levou a Apple a acreditar que os consumidores adorariam a ideia de um iPhone de menor custo. O que se viu, porém, foi uma procura maior pelo 5S, que nos Estados Unidos custa US$ 100 a mais, e um domínio do 5C entre os usuários que estão adquirindo pela primeira vez um telefone da Maçã.

O Japão também foi citado como um mercado importante para o dispositivo. Após o lançamento oficial do iPhone por meio da operadora NTT DoCoMo, o smartphone passou a ocupar uma fatia de 69% daquele mercado. Crescimento semelhante também aconteceu em outros territórios, como a América Latina (76%) e a Europa, onde os celulares mais do que dobraram sua participação e apresentaram 115% mais vendas.

O iPad também apresentou números muito satisfatórios para a fabricante. 26 milhões de unidades do tablet foram vendidas nos últimos meses de 2013, também em países da Ásia, América Latina e Europa. A Apple comemorou o índice de satisfação que atinge a casa dos 96% e o registro de que 78% do tráfego mobile na web dos Estados Unidos é oriundo dos dispositivos da linha. No total, foram vendidos 26 milhões de aparelhos entre outubro e dezembro de 2013, um crescimento de 12%.

O uso do tablet também está crescendo no mercado corporativo, um segmento que cada vez mais se torna importante para a Apple. De acordo com a empresa, 750 mil unidades do iPad foram vendidas para escolas do Texas e todos os times da NFL, a liga nacional de futebol americano, também utilizam o aparelho em seu cotidiano.

Segundo a fabricante, 80% dos dispositivos da Apple espalhados pelo mundo rodam o iOS. Isso faz do sistema operacional o mais popular do mundo, além de tornar a base de usuários unificada e conectada, facilitando a liberação de atualizações e correções.

Além do mundo mobile

A Apple também fez bonito quando no quesito computadores. Enquanto o mercado de PCs em todo o mundo apresenta quedas, a Maçã comercializou 4,8 milhões de Macs, apresentando crescimento na procura principalmente pelos iMacs, de mesa, e os portáteis MacBooks Air.

App store

A loja de aplicativos também continua em franca expansão. A Apple anunciou a marca de 65 bilhões de downloads realizados por meio da App Store, que já possui mais de 1 milhão de softwares registrados e disponíveis para serem baixados. Desse total, pelo menos 130 mil foram desenvolvidos por produtores chineses, uma parcela que já vinha crescendo antes mesmo da chegada do iPhone ao país asiático.

A App Store também continua como a maior loja online do mercado. Hoje, ela é responsável por 67% do faturamento total do mercado de aplicativos e também permanece como a que mais paga os desenvolvedores que optam por adotá-la. Segundo a Apple, US$ 15 bilhões já foram pagos aos produtores de apps, sendo US$ 2 bilhões só no último trimestre de 2013.

De modo geral, o segmento iTunes apresentou faturamento de US$ 4,7 bilhões, também um recorde. Apesar do crescimento franco no número de downloads gratuitos, principalmente para Macs, US$ 2 bilhões foram ganhos a partir da venda de softwares, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2012.

Os iPods, porém, não apresentaram o mesmo ganho da loja de mídia. Como uma das poucas perdas registradas no relatório da Apple, os aparelhos musicais apresentaram queda de 52% nas vendas e acabaram cada vez mais espremidos entre os aparelhos mais complexos liberados pela marca.

As lojas físicas da Apple também aumentaram de tamanho. Nos últimos três meses de 2013, a Apple abriu quatro novas filiais e renovou nove delas. O resultado foi um crescimento de 9% no faturamento, principalmente após a Black Friday e a temporada de vendas de final de ano. São 21 mil visitantes por semana e US$ 16,7 milhões obtidos pela venda de aparelhos e acessórios.

Como sempre acontece, nenhuma palavra sobre novos aparelhos foi dita durante a apresentação dos resultados financeiros. A Apple se limitou a afirmar que continua investindo pesado em pesquisa e desenvolvimento de novos gadgets e serviços. Segundo Cook, há muita inovação ocorrendo nos corredores de Cupertino mas a empresa, como sempre, foca apenas nos produtos que realmente valem a pena e não se deixa sucumbir à alta variedade e complexidade do mercado.

O Touch ID, por exemplo, foi citado pelo CEO como uma boa ideia para facilitar o sistema de pagamentos por aplicativos na App Store. Ele não foi além nesse assunto nem deu nenhuma dica sobre exatamente o que está sendo criado pela Apple. Serão verdade os rumores sobre uma nova Apple TV ou o tão esperado lançamento do relógio inteligente da Maçã?

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