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Seca e calor catastróficos ameaçam produção de azeite na Espanha

Por| Editado por Patricia Gnipper | 11 de Maio de 2023 às 13h53

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 Alexis Antoine/Unsplash
Alexis Antoine/Unsplash

Altas temperaturas e um longo período de seca vêm prejudicando a produção de azeite em seu maior produtor mundial, a Espanha. Sofrendo desde 2022 com calor e poucas chuvas, o país teme uma catástrofe para o setor.

A Agência Estatal de Meteorologia espanhola (AEMET) divulga que o acumulado de chuvas desde outubro é 25% abaixo do esperado no país, sendo que na Andaluzia — principal região produtora de azeite na Espanha — este índice chega a 50% do normal. Neste ano, o país ibérico também atingiu sua maior temperatura já registrada para o mês de abril: 38,8 ºC.

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Segundo Cristobal Cano, secretário-geral da União dos Pequenos Agricultores (UPA) de Andaluzia, a situação é a pior que ele já viveu em seus 20 anos como produtor de azeite. “Se algo não mudar radicalmente nas próximas semanas, será uma catástrofe,” afirmou em entrevista à AFP. Rafael Pico, diretor da Asoliva — associação de produtores e exportadores de azeite espanhóis — explica que “isso aconteceu quando as oliveiras estavam em flor” e, se elas secarem, “não há frutos, e se não há frutos, não há óleo.”

O azeite espanhol gera um total de 3 bilhões de euros por ano para o país e corresponde, em condições normais, a cerca de 50% da produção mundial. Nesta temporada, porém, a quantidade produzida caiu 55% em relação à anterior: foram 660.000 toneladas no período, em comparação com 1,48 milhões entre 2021 e 2022. O prejuízo é tamanho que muitas fazendas de oliveiras estão à beira do colapso, arcando com custos das máquinas, empréstimos e salários.

O cenário já mostra seus reflexos para os consumidores, já que o preço do produto no mercado tem grande influência do azeite espanhol. Corretoras apontam que o preço do óleo subiu de 5.300 euros por tonelada em janeiro para 5.800 em abril e a tendência é que ele continue a subir.

Para auxiliar tanto quem consome quanto quem produz o azeite no país, o governo espanhol diminuiu de 10% para 5% os impostos finais sobre sua venda e reduziu o imposto de renda dos agricultores em 25%. Se o cenário climático continuar desfavorável, porém, estas medidas podem não ser o suficiente para salvar o setor.

Fonte: MetSul