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Robô capaz de suar pode ajudar a explicar ondas de calor

Por| Editado por Luciana Zaramela | 25 de Julho de 2023 às 12h24

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Nathan Dumlao/Unsplash
Nathan Dumlao/Unsplash

As ondas de calor têm preocupado não só a comunidade científica, como também a população em geral. E foi com isso em mente que pesquisadores da Arizona State University desenvolveram o Andi, um robô capaz de suar — e, por sua vez, ajudar a entender o impacto de temperaturas extremas e o que pode ser feito para conter o calor.

Quando sua rede de sensores detecta calor, o robô pode suar em quantidades que representam um determinado tipo de corpo ou idade. O dispositivo pode ser programado para determinar quanto seria necessário para levar pessoas diferentes ao ponto de insolação e morte.

A ciência tem todos os motivos para não executar muitos desses testes com uma pessoa real, já que seria antiético e perigoso, então é aí que entra o robô. Vale notar que a invenção também respira para simular como a troca de ar quente e umidade afeta o corpo.

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Além de sentir e responder ao calor recebido, Andi também gera seu próprio calor com base em seus movimentos e nas funções modeladas dos órgãos internos. A tecnologia envia dados para um centro nervoso computadorizado em um carrinho com ar condicionado, que determina quanto calor interno a simulação deve gerar.

O dispositivo pode gerar calor para imitar tanto uma pessoa em repouso quanto uma pessoa correndo uma maratona.

Robô vai testar os efeitos de temperaturas extremas

A ideia do trabalho inicial é testar como diferentes tipos de corpos respondem ao calor do mundo real e ajustar as recomendações de segurança de acordo.

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Conforme os próprios especialistas envolvidos descrevem, as diretrizes atuais para exposição ao calor geralmente fazem o rastreamento de dados coletados décadas atrás, e se aplicam a pessoas jovens e saudáveis ​​que se exercitam em um ambiente úmido.

Os pesquisadores pretendem desenvolver um gráfico estabelecendo como determinadas condições de calor afetam pessoas de tamanhos e pesos distintos. A ideia também é entender o impacto das reações de calor do corpo em pacientes diagnosticados com condições como diabetes ou até esquizofrenia, por exemplo.

Ondas de calor: uma preocupação mundial

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A preocupação referente às ondas de calor não é para menos: 2023 pode ser o ano mais quente da história. A primeira semana de julho entrou para os recordes como a mais quente desde o século XIX. O dia 3 de julho começou batendo recordes, mas o dia mais quente acabou sendo o 5, com média de 17,23 ºC. O último recorde havia sido quebrado em 2016, com 16,80 ºC.

As mudanças climáticas são as grandes responsáveis por esse aquecimento, e ondas de calor vêm esquentando a Ásia, Europa e América do Norte como nunca.

Fonte: AZ Central, Reuters