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Relógio do Juízo Final mantém marca de 90 segundos para o fim do mundo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Janeiro de 2024 às 16h37

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William Krause/Unsplash
William Krause/Unsplash

Faltam 90 segundos para o fim do mundo. Essa frase pode parecer vinda diretamente de um filme de ficção científica, mas de certa forma, é a realidade: nesta terça-feira (23), o Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) manteve a mesma marca de 2023: 90 segundos para meia-noite. Claro que é simbólico, mas não deixa de ser assustador — o relógio criado por cientistas estima o quanto a humanidade estaria próxima de seu fim.

A marca representa o mais próximo que o Relógio já esteve da meia-noite, refletindo o estado contínuo de perigo sem precedentes que o mundo enfrenta. Por trás da iniciativa estão os especialistas do Bulletin of the Atomic Scientists. No comunicado, os cientistas ressaltaram que uma variedade de ameaças globais motivaram as deliberações do Relógio de 2024, como:

  • A guerra entre Rússia e Ucrânia;
  • A deterioração dos acordos de redução de armas nucleares;
  • A crise climática;
  • A designação oficial de 2023 como o ano mais quente já registado;
  • Acrescente sofisticação das tecnologias de engenharia genética;
  • O avanço da IA ​​generativa.
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Anteriormente, em janeiro de 2023, o relógio foi acertado em 90 segundos para a meia-noite. No comunicado, Rachel Bronson, presidente do Bulletin, anunciou que o relógio manter a mesma posição de 2023 não é uma indicação de que o mundo se encontra estável. "Muito pelo contrário. É urgente que os governos e as comunidades em todo o mundo ajam. Continuamos esperançosos e inspirados em ver as gerações mais jovens liderando o ataque", declarou.

Jerry Brown, presidente executivo do Bulletin, acrescentou que os líderes atualmente conduzem o mundo para a catástrofe — mais bombas nucleares, vastas emissões de carbono, patógenos perigosos e inteligência artificial. "Só as grandes potências como a China, os Estados Unidos e a Rússia podem nos fazer recuar. Devem cooperar, ou estaremos condenados", disse.

O grupo ainda afirmou que, durante décadas, os cientistas têm alertado sobre os perigos que a humanidade enfrenta, e alertou que poderemos enfrentar uma catástrofe se não gerirmos melhor as tecnologias que criamos. O comunicado é firme e objetivo: é hora de agir.

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É possível voltar o relógio

O comunicado apontou que é possível voltar o relógio, então nem tudo está perdido: “Tendências sinistras continuam a apontar o mundo para uma catástrofe global. Mas o mundo pode tornar-se mais seguro. O Relógio pode afastar-se da meia-noite", apontou o comunicado dos cientistas.

"Todos na Terra têm interesse em reduzir a probabilidade de uma catástrofe global. Essa é a tarefa dos líderes e das nações que trabalham em conjunto na crença partilhada de que ameaças comuns exigem uma acção comum", completou.   

O grupo de cientistas insistiu que a tarefa de "consertar" o Relógio do Juízo Final está nas mãos dos Estados Unidos, da China e da Rússia — que deveriam iniciar um diálogo sério sobre cada uma das ameaças globais e precisariam assumir a responsabilidade pelo perigo existencial que o mundo enfrenta agora. 

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Fonte: Bulletin of the Atomic Scientists