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Ouça a "canção dos diamantes" surgindo em erupções vulcânicas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Janeiro de 2024 às 18h45

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James St. John/CC-BY-2.0
James St. John/CC-BY-2.0

A quebra de supercontinentes, com todos os eventos geológicos envolvidos, comumente gera erupções vulcânicas gigantescas que podem arrancar diamantes das profundidades da crosta terrestre e do manto, trazendo-os até a superfície em grande velocidade. Embora não possamos ver eventos como esse, já que ocorreram há milhões de anos, especialistas em som se basearam em dados científicos publicados na revista Nature para criar uma interpretação sonora desses incríveis acontecimentos.

No vídeo, vemos 240 milhões de anos de fragmentação e junção dos continentes, com pulsos de luz alaranjada indicando erupções de kimberlito, um tipo de rocha magmática que pode conter diamantes. Cada pulso apresenta um tom — quanto mais alta a latitude do evento, mais agudo ele é, e, quanto mais baixa, mais grave é o tom. Confira:

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Uma melodia de fundo acompanha o movimento das placas tectônicas, com acordes maiores (mais alegres) surgindo quando continentes se fragmentam e se afastam e acordes menores (mais sombrios) durante sua junção.

Diamantes e a separação da Pangeia

A representação visual e sonora do surgimento dos diamantes é bastante interessante de acompanhar, mas vale lembrar que é uma simulação, mesmo que baseada em ciência. As erupções de kimberlito que vemos no vídeo ocorreram onde diamantes são encontrados com frequência nos dias atuais, especialmente no sul da África.

A atividade vulcânica começa logo após a separação do supercontinente Pangeia, que se espalhou pelo mar até formar os continentes atuais. A pesquisa na qual os responsáveis pela simulação, da organização SYSTEM Sound, se basearam foi feita por uma equipe da Universidade de Southampton e publicada em 2023.

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Nela, geocientistas descobriram que o padrão de erupção é causado por diversas instabilidades abaixo dos continentes em separação, o que também desestabiliza áreas próximas em progressão e acaba levando kimberlitas a serem expulsas do manto. A mesma empresa que criou as imagens trabalha frequentemente com a NASA, representando objetos cósmicos como buracos negros em versão sonora.

Fonte: Nature, Nature Reviews Earth & Environment