NASA se junta à ESA para compreender melhor as mudanças climáticas

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 13 de Julho de 2021 às 21h20
Copernicus Sentinel/NASA/ESA

As mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global são um fato e, hoje, este é o maior desafio ambiental diante da humanidade. Mais do que informações exatas sobre as consequências dessas mudanças, as lideranças mundiais precisam de previsões que orientem a tomada de decisões para lidar com consequências do problema. Pensando nisso, a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) firmaram uma Declaração de Intenções, na qual o objetivo é preparar o orientar o caminho para uma resposta às mudanças climáticas.

Determinar como exatamente essas mudanças afetam um sistema tão complexo como a Terra é um desafio. Felizmente, boa parte desse conhecimento é adquirido por satélites em órbita, mas estes dados devem ser usados da melhor forma possível, de modo que tragam o maior número de benefícios para a humanidade. O diretor de Programas de Observação da Terra, da ESA, Toni Tolker-Nielsen, lembra que já estamos testemunhando os efeitos das mudanças climáticas. “A ESA e a NASA possuem ferramentas excelentes, e experiência para o avanço das ciências da Terra, portanto, trabalhando juntos, seremos capazes de alcançar muito mais”, acrescenta.

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Imagem obtida pela missão Copernicus Sentinel-2, parceria entre NASA e ESA (Imagem: Reprodução/Copernicus Sentinel/NASA/ESA)

A Declaração de Intenções, assinada nesta terça-feira (13) pelo Diretor-Geral da ESA, Josef Aschbacher, e pelo Administrador da NASA, Bill Nelson, pretende usar os sistemas de monitoramento da Terra e de seu meio ambiente para traçar esforços combinados a observações, pesquisas e aplicações deste complexo sistema terrestre e, assim, oferecer uma resposta rápida e eficaz às mudanças. “A mudança climática é um desafio global com todas as mãos que requer ação — agora”, ressalta Nelson.

O acordo, segundo o administrador da NASA, estabelecerá o padrão para uma futura colaboração internacional, fornecendo as informações que são tão essenciais para entender os desafios apresentados pelas mudanças climáticas. A agência espacial norte-americana e a ESA já desenvolvem trabalhos em parceria, como as missões CryoSat e ICESat, destinadas, respectivamente, a avaliar a extensão e espessura do gelo polar e medir a massa das nuvens e da vegetação terrestre. Recentemente, elas lançaram a missão Copernicus Sentinel-6, desenvolvida para registrar a longo prazo o aumento do nível do mar.

(Imagem: Reprodução/NASA)

Além desses trabalhos já em curso, em maio deste ano a NASA lançou o Observatório do Sistema Terrestre (Earth System Observatory), no qual um novo conjunto de missões exclusivas para a Terra fornecerão dados importantes para orientar os esforços relacionados mitigação de desastres, combate a incêndios florestais e melhoria dos processos agrícolas em tempo real. A Declaração de Intenções chega como um reforço ao Observatório do Sistema Terrestre, por sinal. As agências também estão desenvolvendo outra missão para entender o ciclo da água, a sua distribuição e seu transporte pela Terra.

Em nota oficial, a ESA diz que a nova parceria vai explorar e desenvolver novas formas de se trabalhar em conjunto, e também coordenar e cooperar com interesses programáticos, científicos e políticos de maneira estratégica de maneira mais eficiente e rápida. “Sem dúvida, o espaço é o melhor ponto de vista para medir e monitorar as mudanças climáticas, mas unir forças também é fundamental para lidar com essa questão global. É por isso que o acordo de hoje entre nossas organizações é tão crucial”, aponta Aschbacher.

Fonte: ESA

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