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Como a Inteligência Artificial pode prevenir ondas traiçoeiras

Por  • Editado por Luciana Zaramela |  • 

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Matt Paul Catalano/Unsplash
Matt Paul Catalano/Unsplash

Em estudo publicado na PNAS no último dia 20, pesquisadores apresentaram uma inteligência artificial capaz de prever quando haverá ondas gigantes e violentas (também chamadas de monster waves, ou ondas monstruosas, na tradução livre). Conforme alerta a National Oceanic and Atmospheric Administration, essas ondas são altamente imprevisíveis e podem devastar os navios que as encontram.

A formação acontece quando as ondas do oceano passam umas pelas outras, combinando-se para formar gigantescas paredes de água. No entanto, os mecanismos exatos de por que e onde aparecem não são claros.

Para o estudo, os cientistas usaram dados oceânicos de 700 anos, incluindo registros históricos de 158 locais em todo o mundo e criaram uma fórmula para prever os fenômenos. Os autores mapearam as variáveis ​​que criam ondas rebeldes e usaram a IA para agrupá-las em um único modelo que poderia determinar a probabilidade de formação de uma dessas ondas.

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Assim, a equipe treinou uma rede neural usando dados históricos de ondas, de acordo com o artigo. Isso gerou um sistema que aprendeu sozinho as causas das ondas violentas.

Ondas gigantes e rebeldes

O grupo aponta que a análise demonstra que ondas anormais ocorrem o tempo todo. Ao todo, eles registraram 100 mil ondas no conjunto de dados que podem ser definidas como violentas. Isso equivale a cerca de uma onda gigante e violenta ocorrendo todos os dias em qualquer local aleatório do oceano.

Ondas turbulentas podem representar um sério risco para as embarcações. Ainda no ano passado, uma onda mortal atingiu um navio de cruzeiro perto da Antárctida , matando uma pessoa e ferindo outras quatro.

Conforme defende a equipe, a nova equação mostra efetivamente a receita para uma onda traiçoeira, e pode proteger melhor os navios de passageiros e de carga da devastação enquanto navegam ao redor do mundo.

A estimativa do estudo é que as empresas possam usar o algoritmo para prever quando e onde poderá surgir a combinação de fatores com potencial para a formação de uma dessas ondas gigantes e traiçoeiras, proporcionando assim a possibilidade de se recorrer a um caminho alterntivo.

Fonte:  National Oceanic and Atmospheric Administration, PNAS