Como se formam as nuvens coloridas no céu? Entenda as nuvens iridescentes!

Como se formam as nuvens coloridas no céu? Entenda as nuvens iridescentes!

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 24 de Janeiro de 2022 às 19h10
Unsplash/NOAA

Nuvens coloridas são um tipo raro de fenômeno óptico. Nelas, as cores são distribuídas de forma aleatória pelas nuvens onde ocorrem. E para que as chamadas nuvens iridescentes surjam, é necessário a luz do Sol, pequenas gotículas de água e partículas de gelo, suspensas no ar.

De certa maneira, as nuvens coloridas seguem a mesma lógica da formação do arco-íris, pois ambos envolvem a dispersão dos raios solares em pequenas partículas de água. No entanto, as nuvens coloridas dependem de condições específicas das nuvens, enquanto o arco-íris depende da chuva.

Como nuvens coloridas se formam

Nuvens coloridas são o resultado da refração (dispersão) dos raios solares em gotículas bem minúsculas de água ou de pequenos cristais de gelo. Diferentemente do arco-íris, cuja luz do Sol se dispersa nas gotículas de chuva enquanto elas caem, na nuvem iridescente tais partículas estão brevemente suspensas.

Foto de nuvens coloridas registradas na Suécia (Imagem: Reprodução/Goran Strand/NASA)

Normalmente, o fenômeno ocorre no fim da tarde ou início da manhã especialmente em nuvens do tipo cumulus — isoladas com uma base relativamente horizontal —, mas também nas altocumulus, cirrocumulus e mais. O importante é que, nelas, existam gotículas de água já condensadas pelo frio das partes mais altas da atmosfera.

O tamanho dos cristais de gelo também determina a natureza do fenômeno. Por exemplo, nas nuvens coloridas, é necessário que as partículas de gelo sejam particularmente minúsculas, porque, se forem maiores, dão origem a outro fenômeno óptico — como o halo observado ao redor da Lua.

A luz visível do Sol é refratada em diferentes comprimentos de onda, resultando nas cores separadas (Imagem: Reprodução/Sky-lights.org)

A nuvem deve ser fina para que os raios solares alcancem as partículas de água e de gelo. Uma vez refratados, os raios solares são distribuídos em diferentes direções e o efeito acumulativo produzem as cores da nuvem iridescente — algo similar ao que é observado em uma bolha de sabão ou em uma mancha de gasolina no chão.

No entanto, é bem comum que as cores sejam observadas apenas nas bordas das nuvens ou nas chamadas semitransparentes, onde a densidade delas é menor e as partículas refratam mais facilmente a luz do Sol.

Nuvens coloridas: simples, mas raras

Embora os ingredientes necessários para o aparecimento das nuvens coloridas sejam fáceis de se encontrar, a configuração desses elementos, no entanto, não é tão comum de acontecer. Por isso não vemos nuvens iridescentes com a mesma frequência que vemos um arco-íris.

As nuvens iridescentes acontecem principalmente no fim da tarde ou nas primeiras horas da manhã (Imagem: Reprodução/PXFuel)

O principal motivo da raridade do fenômeno é a espessura das nuvens, que devem ser bem finas para dispensar os raios solares através das gotículas de água e cristais de gelo. O problema é que elas duram pouquíssimo tempo, pois logo se tornam densas conforme concentram mais vapor de água.

Outro fator é a posição do Sol, que deve estar posicionado bem próximo à nuvem. No arco-íris, por exemplo, o Sol está posicionado atrás do observador e, assim, ele observa o arco colorido à sua frente. Já na nuvem colorida, o Sol e a nuvem em questão aparecem no mesmo campo de visão.

Nuvens coloridas observadas no céu de Marte (Imagem: Reprodução/ NASA/JPL-Caltech/MSSS)

E as nuvens iridescentes não são exclusividade da Terra. Por se tratar de um fenômeno óptico e, portanto, natural, as nuvens coloridas podem ocorrem em qualquer planeta, desde que ali existam os ingredientes necessários para o espetáculo de luzes — como já foi registrado nos céus de Marte pelo rover Curiosity, por exemplo.

Fonte: NOAA, EarthSky

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