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Formação de ciclone extratropical provoca alerta no Sul do país

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Julho de 2023 às 10h41

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WikiImages/Pixabay
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Na terça-feira (11), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Leste do Paraná, em decorrência da formação de um ciclone extratropical. O episódio será marcado por ventos fortes, que podem chegar a cerca de 110km/h nos arredores de Porto Alegre nos próximos dias, além de frente fria e chuvas. Há risco de vendavais e granizo.

De modo geral, a maior parte do Sul do país está sob o chamado "alerta laranja", que representa "perigo" para tempestades, na classificação do Inmet. Na atualização desta quarta-feira (12), espeficamente o Rio Grande do Sul esta marcado como "grande perigo", o que indica chuva superior a 60 mm/h e ventos superiores a 100 km/h.

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As previsões sobre a formação do ciclone extratropical também foram confirmadas pelo MetSul e pelo Climatempo, outras duas referências na meteorologia brasileira. A expectativa é que, na quinta-feira à noite (13), o ciclone já esteja no Oceano Atlântico, mas os efeitos serão sentidos até o final de semana em diferentes pontos do Brasil, incluindo no Sudeste.

Vale ressaltar que, em junho, outro ciclone atingiu o estado do Rio Grande do Sul, em especial o litoral Norte e a Região Metropolitana. Na ocasião, foram 16 mortes. Apesar da proximidade temporal, os impactos devem ser diferentes com este novo ciclone.

Entenda o que é um ciclone extratropical

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Antes de seguir, é importante explicar o que é um ciclone extratropical. Estes tendem a ser formados em latitudes médias, quando há um gradiente de temperatura ocasionado pela aproximação de uma massa de ar polar (frio) com massas de ar quentes.

No caso do ciclone em questão, o MetSul informa que a ciclogênese (formação de um ciclone) será no próprio estado do Rio Grande do Sul, não sendo sobre o mar. “Uma área de baixa pressão no Norte da Argentina vai ingressar no Rio Grande do Sul a partir do Oeste e do Noroeste do estado no começo desta sexta. No decorrer do dia, o centro de baixa pressão começa a se aprofundar muito sobre o território gaúcho”, explica a organização sobre o início do ciclone.

Apesar do nome ciclone extratropical parecer distante, este é um fenômeno bastante recorrente no Sul do país. Normalmente, são mais frequentes durante o inverno e a primavera, quando há maior contraste térmico entre o ar quente e o frio nas latitudes médias do continente.

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Ciclone extratropical, chuva e vento forte

Segundo as previsões, o campo de vento forte do ciclone será bastante amplo, como tende a ser esperado em casos de ciclones extratropicais. Por isso, os ventos serão sentidos em outros estados brasileiros, mesmo que distantes do centro do ciclone.

É interessante observar que o vento de um ciclone é bastante diferente do de um temporal. Neste último caso, todo o estrago ocorre em questões de segundos ou minutos. Enquanto isso, as rajadas muito intensas sopram por horas seguidas, podendo ter algumas quedas de intensidade no período, mas tendem a ser duradouras.

De forma geral, os impactos dos ventos estarão concentrados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No entanto, o Leste do Paraná e mesmo São Paulo e Rio de Janeiro devem sentir reflexos do fenômeno ao longo da semana. Inclusive, na quinta-feira de manhã (13), a capital paulista e o litoral do estado devem registrar chuva, com rajadas possivelmente fortes.

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Nesse contexto, é possível que as regiões mais próximas ao centro do ciclone extratropical em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul sofram com falta de luz (corte de energia elétrica), além de queda de postes e árvores, estragos em plantações e alagamentos. Alguns danos estruturais, como destelhamentos e colapso de estruturas, podem eventualmente ocorrer.

Importância dos alertas da Defesa Civil

Para estar atento aos riscos, o mais indicado é que os moradores de locais mais afastados pelo ciclone extratropical no Rio Grande do Sul se cadastrem para receber alertas da Defesa Civil. Para isso, é necessário enviar um SMS com o CEP da residência para o número 40199. Em paralelo, é importante reforçar os números da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193).

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Em caso de enchentes, a população deve se atentar, na medida do possível, aos riscos de doenças que podem ser transmitidas pela água. Entre elas, estão diarreias bacterianas, hepatite A, tétano, leptospirose e dengue.

Fonte: Inmet e MetSul