Apple adota novas ferramentas de privacidade no Safari para macOS

Por Redação | 26 de Setembro de 2017 às 09h08

Depois de dar as caras no iOS, agora é a vez dos donos de macOS começarem a contar com o sistema de “privacidade diferencial” criado pela Apple. Pela dinâmica, implementada com o lançamento público da versão High Sierra do sistema operacional, liberada nesta semana, sites problemáticos passam a ter funções bloqueadas caso gerem problemas para o usuário.

O foco, aqui, é o trabalho com a coleta de dados – as funções avançadas de telemetria e acompanhamento dos utilizadores ao longo de sua navegação podem ser desabilitadas automaticamente. Isso entra no caminho da publicidade direcionada, que usa, justamente, o acesso ao histórico e comportamento das pessoas para entregar anúncios que tentam ser mais relevantes e que acompanham a gente pela internet.

Além disso, a mecânica de “privacidade diferencial” também é capaz de detectar sites problemáticos devido ao uso excessivo de memória. Estes podem impedir o funcionamento correto do computador, na maioria das vezes, tornando-o mais lento do que deveria, e também terão os recursos mais consumidores bloqueados de forma a entregar uma experiência adequada.

Os dados coletados pelo recurso serão usados não apenas na própria máquina do indivíduo, mas também vão compor um banco de dados online para páginas problemáticas. Assim, por meio de machine learning, os sistemas do Safari serão capazes de agir antes mesmo que alguém sinta os efeitos das dinâmicas nocivas, impedindo a ativação delas mesmo que aquele seja o primeiro acesso.

Para a Apple, o uso da “privacidade diferencial” também é uma mudança na maneira como a própria empresa lida com os dados dos usuários. Ela, claro, continua coletando os dados de navegação para si, uma exclusão que gerou polêmica entre o mercado de publicidade online, incluindo acusações de monopólio relacionadas a supostas tentativas de privilegiar o próprio trabalho enquanto mina os dos outros.

Em sua defesa, a Maçã afirma que todos os dados coletados a partir dos dispositivos e enviados para seus servidores são anônimos, com os usuários originais jamais podendo ser rastreados. Além disso, cita que a mesma tecnologia de aprendizado já vem sendo utilizada em teclados, corretores ortográficos e sugestões de digitação, sendo, agora, apenas expandida para outras camadas do sistema operacional.

A companhia lembra, ainda, que o recurso pode ser desligado, apesar de vir ativado como padrão na versão mais recente do Safari. Por meio das configurações do navegador, é possível desligar completamente qualquer tipo de rastreamento, o que, também, significa que os recursos de proteção também serão desativados.

Fonte: TechCrunch

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