FBI pede ajuda da Apple para destravar iPhone de atirador de base militar

Por Rafael Arbulu | 07 de Janeiro de 2020 às 15h15
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O FBI quer que a Apple destrave um iPhone utilizado pelo atirador Mohammed Saeed Alshamrani, que, em dezembro de 2019, invadiu uma base militar americana e abriu fogo contra os ocupantes, matando três pessoas no processo. Segundo informações da NBC News, a autoridade federal já possui permissão judicial para vistoriar o iPhone em questão, mas até o momento não tiveram sucesso em tentar adivinhar a senha do aparelho.

Se você teve uma sensação de déja vù ao ler o parágrafo acima, saiba que não está sozinho: em 2016, a mesma questão foi levantada pelo mesmo motivo, também envolvendo a Apple e o FBI em um debate que tomou conta da esfera política norte-americana, quando a agência federal tentou obrigar a empresa de Cupertino a desenvolver e fornecer às autoridades um software que permitisse a eles – e apenas a eles – abrir dispositivos possuídos por suspeitos de terrorismo e outros crimes.

Tim Cook, CEO da Apple, deu diversas entrevistas ressaltando os motivos que levaram a Apple a negar o pedido: basicamente, um software do tipo não teria como determinar a abertura de apenas um modelo específico de iPhone, então a “chave-mestra”, como Cook referiu-se ao pedido, funcionaria em todos os aparelhos do mundo fabricados pela empresa. “Não podemos ser coniventes com a criação de um software que, essencialmente, é a versão digital de um câncer”, disse o líder da empresa na época.

Depois de uma longa batalha judicial, todo mundo acabou ganhando, já que o FBI abandonou a queixa ao encontrar outra forma de destravar o aparelho, e a Apple não foi forçada a desenvolver algo que potencialmente minaria seu negócio.

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No caso atual, porém, a Apple evitou tecer comentários mais longos, limitando-se a emitir um comunicado à NBC que está cooperando com as autoridades.

"Quando o FBI nos pediu pelas informações pertinentes a este caso no mês passado, nós fornecemos todos os dados em nossa posse”. A saber, mesmo sem destravar um aparelho especificamente, a Apple ainda pode – e geralmente vai – fornecer informações digitais, como credenciais do iCloud e arquivos salvos na nuvem.

Segundo a NBC, o FBI também buscou o auxílio de outras empresas, fornecedores de serviços de criptografia, agências de monitoramento digital e especialistas a serviço de outras agências de policiamento norte-americano.
O FBI em si não comentou a situação.

Fonte: NBC News

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